Sem citar nome,Tozão pede ‘desculpas’ a servidor

O vereador Osvaldo Schiavolin, o Tozão (PSDB), usou a tribuna da Câmara na última quinta-feira (22) para se desculpar pelas agressões verbais que fez contra um servidor público. No entanto, em nenhum momento o parlamentar cita o funcionário ou o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba, que criticou as falas do político na semana passada. O parecer do Departamento Jurídico da Casa sobre o caso deve ser concluído amanhã.
 
Na sessão do dia 8 de março, Tozão relatou um suposto mau atendimento na prefeitura e chegou a dizer que “se possível, eu queria bater a cabeça dela aqui em cima para rachar no meio”. No dia 13 o servidor registrou um BO (boletim de ameaça) contra o vereador. Já no dia 15, o advogado sindical José Osmir Bertazoni fez uso da tribuna da Câmara e criticou a postura do vereador, dizendo ainda que o órgão pretendia acionar o MPE (Ministério Público Estadual). No mesmo dia, Tozão falou logo em seguida, mas ignorou o assunto.
 
Na última quinta-feira (22), o tucano ocupou a tribuna para se desculpar, em um pronunciamento que durou um minuto e 25 segundos. Entretanto, em nenhum momento o parlamentar cita o servidor ou o sindicato. Na declaração que originou o caso, Tozão chegou até a dizer o nome completo do servidor para o plenário. “Vim hoje aqui fazer um pedido de desculpas por qualquer mal entendido que ocorreu nessas semanas que passaram. No momento de minha fala, na semana passada, demonstrei nada mais nada menos do que sentimento em minha indignação. Em nenhum momento ameacei ninguém e destratei ninguém. Trabalho há 40 anos em comunidade, moro há 55 anos no mesmo lugar e qualquer pessoa que me conhece sabe que não faço mal a ninguém. E como falo: juntos somos sempre mais. Quando falei aquilo, falei indignado com uma situação que vivi, só isso”, argumentou Tozão.
 
O presidente do sindicato, José Valdir Sgrigneiro, criticou o pedido de desculpas. “Se (o servidor) aceitar o pedido de desculpas, tudo bem, a gente deixa quieto, se não vamos ver o que fazer. Mas ele (vereador) falou aquilo, todo mundo viu, não foi mal entendido nenhum”, afirmou Sgrigneiro.