• Seminário Seráfico São Fidélis passa por processo de restauro
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Seminário Seráfico São Fidélis passa por processo de restauro

O tombamento de um edifício se dá por conta de sua importância histórica e da necessidade de mantê-lo em sua forma original para as futuras gerações. A arquiteta Sofia Rontani explica que, quando um edifício é tombado e precisa de reformas, existe a necessidade de resgatar suas características por meio de um processo de restauro. “O tombamento de um edifício ocorre por diversos motivos e por diversas instâncias, nos âmbitos municipal, estadual e federal”, explica. “No tombamento especifica-se o que deve ser mantido, podendo ser apenas fachada ou o edifício como um todo. Deve-se lembrar que, cada caso é único e deve ter abordagem específica”.

Em Piracicaba, além da Rua do Porto e o do Bairro Monte Alegre, uma construção também foi considerada importante o suficiente para ser preservada: o Seminário Seráfico São Fidélis, na Avenida Independência, o qual passa por restauro organizado pela arquiteta.

Tombado pelo Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba) em 5 de maio de 1987, o Seminário São Fidélis teve sua construção iniciada em 1925, o que fez com que Piracicaba fosse umas das primeiras cidades brasileiras a acolher a Ordem dos Capuchinhos.

Após três anos, o edifício foi inaugurado. Com cerca de 3 mil m², três pavimentos e blocos interligados, a construção possui um caráter que pode ser considerado eclético, por misturar composições do estilo renascentista – formal e preocupado com as proporções – a elementos neo-românticos, estilo marcado pelas formas curvas e efeitos de luz.

O processo de restauro, ainda em andamento, já dura mais de cinco anos, dos quais dois anos e meio, segundo Sofia, foram dedicados somente ao projeto. “É um projeto de restauro dividido em quatro fases: a primeira relacionada à cobertura, na qual já realizamos uma intervenção; a segunda na parte interna, dos dormitórios; a parte dos fundos, que é administrativa e, por último, a fachada, que ainda não está finalizada”, conta.

Antes de que as intervenções fossem devidamente aplicadas, um intenso trabalho de pesquisa foi realizado pela equipe, para garantir que formas e cores sejam as mais fiéis possíveis à construção datada do início do século 20.

“A conservação de um edifício tombado é de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do município, quer por seu excepcional valor arquitetônico, arqueológico, etnográfico ou artístico”, ressalta a arquiteta.

Sofia Rontani. arquiteta responsável pelo projeto. (Foto: Claudinho Coradini)

 

Mariana Requena
mariana.requena@jpjornal.com.br