Setembro Amarelo: ações alertam população sobre o aumento de casos de suicídio em Piracicaba

Eliana Soares é membro do CVV Piracicaba (Foto: Claudinho Coradini/JP)

 

Isabella Ercolin
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O número de suicídios tem aumentado no país. Em Piracicaba, foram registrados 156 casos em 2017 conforme Banco de Dados da VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal). Em levantamento prévio solicitado pelo JP, o órgão da prefeitura informou que em 2018 foram 25 mortes por suicídio e, no primeiro trimestre deste ano outros oito mortes
O alto número traz um alerta para o “Setembro Amarelo”, mês de prevenção ao suicídio, no qual a Secretária da Saúde em parceria com a Câmara dos Vereadores, outros departamentos e redes privadas realizam cerca de 40 atividades ao longo do mês onde o foco está na juventude que, conforme dados da VEM, em 2017, este grupo – de 15 a 29 anos – registrou 44% do total de óbitos por suicídio na cidade.
Segundo a coordenadora do Raps (Rede de Atenção Psicossocial), Vandrea Novello, ao longo do ano o poder público realiza atividades de prevenção ao suicídio em toda sua rede. “O Setembro Amarelo serve como um alerta à população quanto aos inúmeros casos de suicídio ocorridos na cidade. Estas atividades servem como forma de conscientização”, disse.
A motivação para as ações deste mês, segundo Vandrea, vem da própria sociedade, que tem buscado cada vez mais informações a respeito do tema. “Essa parceria é produtiva, o poder público e o setor privado estão contribuindo para estruturar novas políticas públicas de prevenção ao suicídio”, comentou.
Dentre as atividades disponíveis a toda a população, hoje, às 19h, terá a palestra “Como criar filhos felizes!”, uma parceria do Colégio PoliBrasil com a Diretoria de Ensino (SP) e Secretaria da Saúde. A atividade acontece no anfiteatro da prefeitura sob o comando da especialista Rita Zózimo, que dará instruções de uma aproximação saudável entre pais e filhos, tendo como gancho o suicídio.
No dia 10, às 15h30, a coordenadora do CVV (Centro de Valorização da Vida), Eliana Soares, ministra a palestra com o tema “A importância da escuta na prevenção do suicídio”, na Câmara dos Vereadores, onde abordará como ouvir de forma atenta a pessoa “é melhor do que falar e aconselhar a pessoa que está nervosa e com a intenção de cometer o ato de tirar a própria vida”.
De acordo Eliana, quando as pessoas estão perdidas ou nervosas não é necessário falar algo e sim ouvi-las. “O ideal é a escuta fraterna, onde quem fala consegue ter mais clareza sobre o ato e começa a pensar de forma mais racional”, afirma.
Vandrea lembra que dados estatísticos apontam um crescimento de suicídios entre os jovens “na qual mostra que é a quarta causa de morte entre os homens e a oitava entre as mulheres de 15 a 29 anos”, concluiu.

Isabella Ercolin