Setor de Seguros e a força do interior paulista

Qualidade de vida é outro fator que favorece investimentos em seguros (Crédito: Divulgação)

Setor de seguros encontra no interior de SP o espaço ideal para crescer de forma sustentável. Afinal, o interior paulista que há décadas tem sido o segundo mercado consumidor do país, acaba de ultrapassar a própria capital do Estado e sua região metropolitana. Pelas projeções da empresa de consultoria IPC, o interior paulista movimentará R$681,4 bilhões em alimentação, habitação, transporte, saúde, vestuário, educação e outros itens em 2019. Para Marcos Pazzini, da IPC Maps, “a posição de liderança do Interior Paulista é irreversível”. Pazzini lembra que “nos últimos cinco anos a participação do Interior do Estado de São Paulo passou de 49,78% do consumo total do Estado em 2014 para 53,24% em 2019 e com essa participação consolida-se como o maior mercado consumidor do país”. Essa liderança econômica do Interior Paulista, evidentemente, alavanca o setor de seguros.

Qualidade de vida é outro fator que favorece investimentos em seguros

Hoje, as cidades médias e grandes do interior de SP têm qualidade de vida comparável às cidades europeias e norte-americanas. Trânsito leve, boas escolas, ótimos shoppings, modernos teatros, são alguns dos atrativos para quem deseja uma vida moderna e segura. Com mais tempo para conviver com familiares e amigos, o habitante do interior tem menos estresse e, segundo psicólogos, vive com os olhos voltados para o futuro, já que está menos oprimido enfrentando as “durezas” do presente. Tudo isso faz do habitante do interior o cliente ideal para se falar em seguros.

Crise? Que crise? No setor de seguros essa palavra não existe

Hoje, mesmo com a atual conjuntura econômica repleta de desafios, o setor de seguros responde por mais de 3% do PIB total do país e analistas já preveem que em poucos anos essa participação poderá chegar a 4 e até 5%. A boa notícia é que no Brasil o setor de seguros está apenas “começando”.

Ao contrário de países desenvolvidos como os Estados Unidos, os países europeus e os asiáticos Japão e Coreia do Sul, no Brasil ainda não existe a chamada “cultura do seguro” que os países citados já cultivam há décadas, motivados por suas realidades históricas com guerras e catástrofes naturais. Mas o país está se educando rapidamente, um bom exemplo é o recente debate que tomou conta do país em torno do tema Previdência, um tema particularmente sensível às novas gerações.

O fato é que no setor de seguros no Brasil existe aquilo que os economistas chamam de “demanda reprimida”. Um dado ilustra bem essa demanda: menos de 30% dos veículos que rodam em nossas cidades e estradas têm seguro de automóvel, um dos mais populares ramos de seguros. Menos de 30%. Isso significa que mais de 70% dos veículos rodam sem essa proteção básica tanto para o motorista em si, como para terceiros. A mesma demanda reprimida se verifica em outros ramos de seguros.

Crescimento em conjuntura difícil

Como lembra Alexandre Camillo, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de S. Paulo, “reforçando a tendência de melhora dos indicadores econômicos do país já verificada nos últimos meses de 2018, temos um crescimento de 9% no primeiro trimestre de 2019, quando comparado ao mesmo período do ano anterior”.

Alexandre Camillo faz estas considerações com a autoridade de quem preside o principal sindicato da categoria de corretores no país, o Sincor-SP. Um Estado que conta com aproximadamente 40 mil corretores, sendo mais da metade no interior. Um Estado que responde por praticamente 50% da produção total de seguros no país, o que representa um impacto econômico considerável em nossas cidades. Só para se ter uma ideia do que é esse impacto do setor de seguros: a estimativa de faturamento total para 2019 passa dos 450 bi.

Seguro Rural: um produto plenamente adequado ao interior paulista

Todos sabemos da importância do agronegócio no PIB do país. A boa notícia é que esse setor vai continuar crescendo porque os investimentos não cessam em máquinas, equipamentos, fertilizantes e uma infinidade de itens como ficou demonstrado na última Agrishow 2019. Maior feira do gênero na América Latina, o evento acontece em Ribeirão Preto fechou o ano um total de R$2,9 bilhões em negócios e superou em 6,4% o volume registrado em 2018, segundo balanço divulgado pelos organizadores do evento que teve um número recorde de visitantes: 159 mil pessoas.

Com relação a seguros é só analisar o que significa um investimento que pode chegar a dezenas de milhões de reais em máquinas cada vez mais sofisticadas. É evidente que o empresário que faz um investimento de tal ousadia vai querer proteger seu equipamento. Colocando a questão de outra maneira: quanto mais sofisticação tecnológica houver no campo, mais seguro especializado será indispensável.

E com a modernização do agronegócio brasileiro, cresce o Seguro Rural que envolve todas as etapas do processo produtivo, desde o plantio, passando pelo armazenamento de insumos até o beneficiamento e processamento de produtos. Este é o universo que compreende o Seguro Rural: seguro agrícola, seguro pecuário, seguro de florestas, seguro de benfeitorias e produtos agropecuários, seguro de penhor rural e seguro de vida específico para o produtor rural.

Seguro Ambiental: um produto que tem tudo a ver com o interior

A Amazônia colocou o Brasil nas manchetes mundiais. Independentemente do esforço do governo em controlar o desmatamento, o fato é que meio ambiente é pauta prioritária da mídia e será cada vez mais um fator determinante no comércio internacional. É um caminho sem volta. Nossos parceiros comerciais nos países desenvolvidos estão cada vez mais exigentes e estarão sempre vigilantes com o tratamento que damos às nossas matas, rios e fauna.

No Estado de S. Paulo, a preservação ambiental vai bem, obrigado. Os dados publicados mensalmente pela Cetesb mostram empresas constantemente autuadas por transgressões ambientais. Mas é preciso conscientizar ainda mais o setor privado. Afinal, empresas denunciadas por baixa consciência ambiental podem colocar seu faturamento em risco. A legislação ambiental brasileira, sintonizada com o mundo desenvolvido usa parâmetros como: quem causa o dano, quem deveria preveni-lo e não o faz, quem promove condições para que os danos aconteçam e quem tira proveito dos danos causados por outras pessoas.

Nesse tipo de seguro, uma boa assessoria é fundamental, analisando em profundidade o perfil da empresa, seus produtos, seus mercados interno e externo e os riscos ambientais nas diferentes fases de produção.

Seguros: um mercado de trabalho cada vez mais atraente no interior

Em permanente expansão, o setor de seguros dribla a crise e atrai profissionais com “visão de futuro”, afinal novos tempos significa novas oportunidades e novos desafios..

Na área de seguros, não basta vender, é preciso orientar o cliente em cada etapa da decisão de um assunto tão complexo e importante como é assinar uma determinada apólice. Principalmente quando falamos de clientes residentes no interior que, pela própria natureza do dia a dia de nossas cidades, é mais exigente e meticuloso do que os clientes de grandes centros. Até porque têm mais tempo para analisar item por item de um contrato.

Sim, o cliente está propenso a adquirir sua apólice. Sabe que precisa fazer. Mas o caminho das pedras deve ser dado por um profissional altamente capacitado que pode ajudar o cliente a entender as “letrinhas miúdas” de um contrato. Cada vez mais qualificado, o corretor de seguros no Brasil que atua de forma verdadeiramente profissional, mais que um “tirador de pedidos”, é um Consultor do cliente. E mesmo com as novas tecnologias “nada substitui o atendimento olho no olho que só um corretor pode proporcionar”, como afirma Alexandre Camillo, que preside o Sincor-SP, um sindicato que tem presença forte no interior do Estado, com dezenas de regionais.

E a boa notícia para quem busca uma alternativa de grande potencial de remuneração no mercado de trabalho no interior é que cidades pequenas e médias possuem características perfeitas para a profissão. Pela própria natureza da vida cotidiana nas cidades do interior, é mais fácil o relacionamento direto corretor/cliente.

Como um médico que visita o paciente em sua própria casa, o corretor de seguros do interior é o profissional que pode se reunir com a família em qualquer horário do dia ou da noite, inclusive nos finais de semana. Um fator importante porque seguro é assunto que envolve sempre outros elementos da família e onde pesa muito a opinião de esposa e filhos.

Um mercado de trabalho em expansão

Trabalhar com seguros pode ser a oportunidade de quem quer ter seu próprio negócio sem precisar fazer grandes investimentos em estrutura empresarial. Hoje, para ser um empreendedor de sucesso, um corretor pode operar a partir de sua própria casa, construindo paulatinamente uma carteira consistente de clientes. E o que é melhor: clientes que tendem à fidelização, renovando suas apólices ano após ano.

Atuando como “médico de família” o corretor de seguros consegue criar um forte vínculo com o cliente e passa a contar com o fator decisivo em toda atividade comercial, a credibilidade. Esse padrão de assessoria vale não só para pessoa física como para clientes empresariais, já que os próprios executivos de médias e grandes corporações carecem de orientação técnica precisa. E como numa bola de neve, um cliente leva a outro num processo onde todos ganham, corretores e consumidores.

O caminho para essa profissionalização não é difícil. Entidades do setor como a Escola Nacional de Seguros e as delegacias regionais do Sincor-SP podem orientar os interessados sobre cursos e capacitação.

Os números do setor impressionam. A nível mundial, o faturamento do setor de seguros conta-se na casa dos trilhões de dólares, grande parte dessa produção acontece via corretores. O corretor de seguros no Brasil leva vantagem sobre outros países onde é forte a chamada “venda direta”, operação comercial realizada diretamente por seguradoras e bancos. Em nosso país, o fator humano compete de igual para igual com a mais avançada tecnologia de internet, porque o brasileiro gosta de conversar, perguntar, quer saber os detalhes. Esse tipo de atendimento só é possível com um bom relacionamento pessoal, que vai muito além de um simples toque de computador.

Aproveite o bom momento da economia no Interior Paulista e venha para o mercado de seguros, um setor que no Brasil está apenas começando.

 

Edson Motta, Especial para o JP

[email protected]