Setor de serviços gera 201 vagas em fevereiro

O setor de prestação de serviços puxou a geração de empregos formais em Piracicaba em fevereiro. Somente este segmento teve saldo positivo de 201 vagas mês passado. O economista Francisco Crocomo acredita que o bom desempenho foi em virtude da terceirização, definida pela nova Reforma Trabalhista. O saldo geral do município ficou em 110 vagas criadas com carteira assinada (diferença entre as 3.492 admissões e as 3.382 demissões) no mês passado. No bimestre, o saldo foi de 329 vagas. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego. 
 
Coordenador do Banco de Dados Socieconômicos do curso de ciências econômicas da Unimep, Crocomo informou que a indústria de transformação estabilizou no mês passado e teve saldo de apenas duas vagas (diferença entre as 684 contratações e 682 desligamentos). O segundo setor que mais gerou empregos formais foi a administração pública, com saldo de 66 vagas (101 admissões e 35 desligamentos); seguido pela construção civil, com 36 vagas (340 admissões e 304 desligamentos) e pela agropecuária, com 21 vagas (58 admissões e 37 desligamentos). 
 
Na outra ponta, o comércio foi o setor que mais demitiu mês passado, o que gerou um saldo negativo de 197 vagas, com 1.153 demissões e 956 admissões, seguido pelo serviço industrial de utilidade pública, com saldo negativo de 18 vagas e pela indústria extrativa mineral, com saldo negativo de uma vaga. Segundo Crocomo, houve um ajuste no comércio porque ocorreram muitas admissões nos meses anteriores por causa dos novos estabelecimentos instalados no município. “A análise é positiva. Não é elevação igual a 2009/2010, é uma recuperação lenta. Há sinais de uma certa recuperação do mercado de trabalho”, avaliou Crocomo. Demissões na Mondelez Internacional, fabricante dos biscoitos Nabisco, e as eleições para presidente impactarão na geração de empregos nos próximos meses.
 
“O setor industrial foi o que gerou mais emprego nos dois primeiros meses do ano, mas vem de forte retração nos anos de 2015 e 2016. Os setores de construção civil e serviços ainda não estão apresentando melhora no nível de emprego. Vejo uma recuperação na economia de Piracicaba, nos próximos meses, de maneira bem lenta. Isto porquê teremos eleições. Enquanto não se definir o próximo presidente, as principais decisões de investimentos no país, e na região, estarão mais lentas. E são os investimentos que geram crescimento econômico, e, consequentemente, a geração de empregos. Teremos um ano com crescimento positivo, mas de maneira bem lenta”, afirmou o presidente da Comissão Municipal de Emprego, Paulo Estevam de Camargo.