Setor imobiliário recupera otimismo

O setor imobiliário em Piracicaba deu sinais de reação no ano passado e os empresários deste segmento estão mais otimistas em relação ao desempenho das vendas e das locações em 2018. Lançamentos devem sair do papel. A queda da taxa básica de juros também barateia os financiamentos imobiliários, anima o consumidor a comprar seu primeiro imóvel ou trocar sua casa por outra maior ou até mesmo adquirir apartamentos na planta.
 
O presidente da Miguel Imóveis, José Manoel Miguel, é um dos empresários confiantes na retomada dos negócios. “A partir de agosto do ano passado começou a aquecer o mercado, com a parte de financiamentos de imóveis na planta, especialmente apartamentos, que são financiados pelas construtoras, o que surpreendeu a gente. Para terceiros, imóveis prontos para vender, que dependem muito de financiamentos da Caixa, e locações foram mais fracos”, informou Miguel.
 
Também havia uma demanda reprimida para casas na planta, contou Miguel. Por isso, acredita que houve uma procura tão grande para o loteamento São Mateus 2, cujos 209 lotes de 250 metros quadrados foram vendidos em apenas três horas, em dezembro do ano passado. “Não esperávamos isso”, afirmou o empresário. O otimismo do empresário é tão grande que se instalou em uma nova sede, na avenida Independência.
 
Proprietário da Ato Imobiliária, André Luis Souza Júnior, 42, disse que aqueceu a locação de imóveis por causa do aluguel de apartamentos e casas com dois dormitórios por universitários. Também está aquecida a compra de imóvel na planta e usados. Janeiro deste ano foi bem melhor do que o mesmo mês do ano passado. No caso de Souza Júnior, o primeiro semestre do ano passado foi melhor do que o segundo. 
 
“O meu público compra casa com financiamento e ficou muito limitado o crédito, que depende da macroeconomia. Com a queda da taxa básica de juros da economia, não é atrativo deixar o dinheiro no banco e ocorre uma procura maior para comprar e ter rentabilidade”, explicou o proprietário da Ato Imobiliária. Souza Júnior acredita que a recuperação dos indicadores econômicos e o aumento da taxa de emprego vão favorecer o mercado.
 
No caso da Miguel Imóveis, casas que tiveram mais saída pelo programa federal foram aquelas de até R$ 235 mil. As vendas de imóveis usados se concentraram na faixa até R$ 500 mil. Na Ato, a maior procura na área de venda é por imóveis de dois ou três dormitórios.