Sindicato pede reajuste de 5% aos servidores municipais

O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba de Região iniciou, ontem, a Campanha Salarial de 2018 com o envio da primeira proposta salarial à prefeitura. Os servidores decidiram pelo reajuste de 5% durante assembleia na noite de anteontem (28), na sede da entidade. O índice abrange a recomposição inflacionária de 2,3% (últimos 12 meses) e 2,7% de aumento real, além da substituição da cesta básica pelo vale-compra (cartão).
 
De acordo com o presidente do sindicato, José Valdir Sgrigneiro, será realizada uma pesquisa com a categoria, com a garantia que não haja perda do valor da cesta que é oferecida atualmente. “Apesar de termos pedido isso agora, já temos garantidas nossas cestas até dia 31 de dezembro, conforme acordado no ano passado. Vimos a necessidade de mudar, por isso já estamos estudando esta alteração com a prefeitura agora, para que, nesta mudança, não haja perda aos servidores e que já passe a valer em janeiro de 2019”, disse.
 
A cesta básica que é oferecida a todos os servidores ativos e aos aposentados foi uma conquista do Sindicato dos Municipais há quase 25 anos. “Estamos em um momento em que a cesta básica não está mais atendendo aos anseios do funcionalismo, e se for a reivindicação da maioria dos servidores, vamos lutar pelo vale-compra”, afirmou Sgrigneiro ao lembrar que aguarda a contraproposta do prefeito Barjas Negri (PSDB) até o dia 10 de março para agendar a data da segunda assembleia. 
 
Por meio de nota, a Comissão de Negociação Permanente da Prefeitura informou que vai analisar o pedido em reunião a ser agendada com urgência. “Na sequência, programará os encontros com a direção do sindicato profissional. Somente após a reunião da Comissão de Negociação Permanente é que teremos detalhes sobre o rumo das negociações deste ano”.
 
 
SINDICALISMO — Desde que houve mudança na legislação, que tirou a obrigatoriedade da contribuição sindical, o sindicato deixou claro que os servidores devem optar se querem ou não contribuir. Por isso, a entidade vai percorrer os órgãos públicos municipais para saber quem quer ou não manter a contribuição.
 
Segundo o diretor financeiro, José Osmir Bertazzoni, o valor da contribuição é utilizado para a manutenção da estrutura da entidade. “Tudo isso gera custo. A nossa receita começa este ano com 37% a menos. Significa que vamos passar por muitas dificuldades. Porém, não vamos forçar a contribuição indevida”, salientou.