Síndicos debatem lei sobre lixeiras em condomínios

Síndicos de Piracicaba participaram, ontem, de reunião no auditório da prefeitura para debater a flexibilização da lei complementar nº 358/2015, que disciplina a instalação de coletores de lixo para edifícios, condomínios e prédios de uso coletivo. De acordo com os 20 representantes de condomínios, existem divergências na lei sobre os critérios para a instalação destes coletores. Eles também apontaram que a consorciada Piracicaba Ambiental não cumpre o que preconiza a legislação.
 
Para Luiz Zaidan, síndico do condomínio Moraes Barros, este foi um primeiro passo para que a prefeitura consiga resolver o problema. “Somos mais de dez famílias ali e já fazemos tudo certo, com a alteração, tudo começou a se complicar.
 
Precisamos tirar a lixeira e instalar contêineres, porém não temos condições de acomodá-lo conforme a lei e já estamos sendo notificados da irregularidade. Para nos adequar, gastaremos mais de R$ 30 mil. Como vou explicar este gasto aos condomínios, sendo que tudo já estava indo certo?”, questionou.
 
Outros síndicos aproveitaram para reclamar da qualidade do serviço prestado pela Ambiental. Os representantes de condomínios alegaram que os funcionários da empresa quebram os contêineres, o que acarreta gastos extras; que não há um cronograma correto para a coleta e que eles não entram na área reservada dentro do condomínio para recolher os lixos orgânicos e recicláveis, entre outros problemas.
 
Cecília Alves Correia, do condomínio Parque Piazza Navona, precisou ampliar a lixeira de dois para 45m2 para atender a lei e, enquanto a obra não fica pronta, faz uso de contêiner para não ser multada. “A lei manda a gente seguir regras, mas a empresa responsável não as cumpre, os canais de reclamação não funcionam e o problema persiste. Assim fica difícil. Nos últimos meses precisei comprar quatro contêineres novos”, completou.
 
Para o vereador Dirceu Alves (SD), que convocou a reunião, os problemas são pontuais. “A adequação dos serviços será cobrada da Ambiental. Agora, quanto aos condomínios que estão com dificuldades de instalar os coletores de lixo, vamos estudar juridicamente o que é possível e mudar”, disse.
 
“As reclamações foram tantas que fizemos a reunião. Dos mais de 400 condomínios na cidade, apenas 20 compareceram. Sobre a questão da empresa, é necessário que os síndicos registrem reclamação para que possamos notificar a Ambiental”, disse, José Otávio Mentem