Síndrome de Burnout. Será que você tem?

Minutos contatos no relógio, uma, duas ou até três atividades profissionais ao mesmo tempo. Além disso, tem casa, família, contas e agendas para administrar. Essa é a realidade de milhares de pessoas espalhadas pelo mundo e que por conta disso, desenvolveram uma síndrome que apresenta sintomas resultantes do colapso de exaustão mediante ao excesso de exigência à atividade profissional.  A síndrome de Burnout. E você, será que também tem?

Os sintomas podem ser físicos, psíquicos e ou comportamentais, com tendência ao crescimento da fadiga constante, distúrbios do sono, dores musculares, enxaquecas, problemas gastrointestinais, respiratórios, cardiovasculares, além de dificuldades de concentração, lentificação, ou alteração do pensamento, com sentimentos e pensamentos pessimistas sobre diversos aspectos da própria vida, ainda impaciência, irritabilidade, baixa autoestima, desconfiança, sentir-se deprimido por tempo prolongado.

Pessoas acometidas por essa síndrome podem desenvolver comportamentos de perfeccionismo ou negligência, além de intolerância com as relações cotidianas, rigidez emocional, com ausência da capacidade de planejar e relaxar, ainda com tendência ao isolamento e perda de interesse pelas atividades pessoais e profissionais. A síndrome de Burnout pode ser desencadeada por fatores multidimensional, compostos por questões ambientais e ou individuais. Podem estar vinculadas a percepção de desvalorização no âmbito profissional, ou fatores individuais de personalidade, ou ainda propensão genética, assim ocorrendo o adoecimento do indivíduo.

Pesquisas a partir de psicoterapia clínica da Unesp (Universidade Estadual Paulista) apontam que a síndrome de burnout tende a iniciar com a necessidade da autoafirmação profissional, posteriormente intensificação da dedicação as atividades de trabalho que em suas consequências extremas levaria ao esgotamento que ocorre na síndrome. No decorrer do desenvolvimento da síndrome podemos destacar o descaso aumentado com a falta de cuidado do próprio indivíduo, como comer, dormir, em paralelo acompanhado por um recalque de conflitos, com dificuldade de enfrentamento das situações que podem incomodar ou pela tendência a negação das situações/ problemas.

Desta forma a pessoa começa a vivenciar um processo de reinvenção fazendo com que o que julgue importante, perca a importância, tornando-se inútil. Quando avança a esse ponto é possível identificar uma mudança intensa nessa pessoa, com dificuldade de reconhecê-la, antes em suas atitudes habituais, apontando uma despersonalização, demarcadas por sinais de desesperança, exaustão, depressão, evidenciando colapso físico e psíquico, necessitando de intervenção médica e psicológica.

O tratamento da síndrome de burnout deve ser compreendido como uma estratégia de trabalho multifatorial; com o auxílio de intervenções farmacológicas, médica e com psicoterapia, além da compreensão e apoio dos familiares. O diagnóstico realizado de forma competente é importantíssimo e vale ressaltar, devido ser comum confusões de diagnósticos entre depressão e burnout, pela semelhança sintomática. Também de grande importância a resignificação do momento vivenciado com a síndrome para a retomada dos sentidos da história de vida dessa pessoa de forma que possa proporcionar-se a retomada a saúde física e psíquica, aprendendo a se reinventar com hábitos mais saudáveis e que garantam o sentido da vida, sem o esgotamento.