Situação precária de ponte rural preocupa moradores

reclamação Prefeitura realizou serviço nessa segunda-feira. (Foto: Claudinho Coradini /JP)

Moradora da Zona Rural  de Ártemis, a dona de casa  Tatiane Andreia Micheline,  está indignada com a situa­ção precária da ponte que é  caminho para a casa dela e de mais um vizinho, além de  ser bastante utilizada por ca­minhões e treminhões que passam pelo local para ir à usina instalada nas imedia­ções. A ponte rural, que fica próxima do Clube dos Co­merciários, está danificada há mais de 15 dias.

“A situação piorou com a chuva do último final de se­mana e está afundando. A ponte é feita de tábua, pedra e cascalho e a água aumen­tou o buraco no local”, rela­tou Tatiane. Após ter sido procurada pela reportagem, a prefeitura informou, por meio do CCS (Centro de Co­municação Social), que téc­nicos da prefeitura estive­ram no local ontem (7) e  confirmaram a necessidade de manutenção em parte da ponte, que é de responsabi­lidade da municipalidade.

Segundo a prefeitura, o problema foi causado, pro­vavelmente, pela passagem de um veículo excessivamente pesado, o que não é comum naquele local, con­forme estudo recente da Sema(Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimen­to). Na segunda-feira (10), os serviços serão realizados e a previsão de conclusão é de dois dias, se não chover.  Após os serviços, a ponte se­rá liberada à capacidade ha­bitual de tráfego. A prefeitu­ra também ressalta não ter registro de reclamação so­bre o problema e diz que o conhecimento foi por meio do JP, motivo pelo qual o serviço não foi providencia­do anteriormente.

CAMINHO — A ponte danificada fica perto do ca­navial, no sentido Piracica­ba/São Pedro, pela rodovia Geraldo de Barros (SP-304). Tatiane Micheline afirma que sem a manutenção do local, após o vizinho dela ter ido pessoalmente reclamar na Prefeitura, a saída foi co­locar terra no buraco. “Dis­seram para ele que a respon­sabilidade pelo conserto é da usina. O único caminho alternativo que temos, fica
distante 10 quilômetros”, la­menta.
A reportagem do JP constatou que as estruturas de ferro, que são suportes da ponte, estão inclinadas na
cabeceira. Além das duas fa­mílias residentes do local, a ponte é utilizada por mora­dores de Santana e Santa Olímpia. O domador Josias Gomes dos Santos, que mo­ra em uma das proprieda­des, disse que socorreu um motorista que teve o carro preso à cabeceira da ponte.

(Eliana Teixeira
Beto Silva)