Soltura de Peixes chega a um milhão

O Instituto Beira Rio e a Aperp (Associação dos Pescadores Esportivos do Rio Piracicaba) fizeram ontem a soltura de 100 mil alevinos de pacu-guaçu em Tanquã – área alagada no curso do rio Piracicaba. Com os peixes soltos ontem, projeto de repovoamento da fauna aquática desenvolvida no local atingiu o número de um milhão de alevinos ao longo dos oito anos do projeto, que
é desenvolvido pela AES Tietê, responsável pela criação das espécies.

De acordo com Luís Fernando Magossi, o Gordo do Barco – presidente da Fundação Beira Rio – contou que a soltura começou há oito anos com a Prefeitura de Santa Maria da Serra e há três anos o projeto, conta com Prefeitura de Piracicaba e Aperp. “Para mim é muita honra atingir essa meta e de ter participado de todas as solturas”, afirmou.

A soltura de ontem ocorreu no ponto de areia da Praia Branca, em Tanquã. Segundo Gordo, o local foi escolhido porque existe um diâmetro de soltura dos peixes que passa nessa área, que fica parte mais acima do rio. “Pela prática nossa, de 40 anos navegando e curtindo o rio, ali é o local que menos causa prejuízo ao peixe em termos de predador ou ser humano, por causa da
profundidade e da vegetação flutuante, o microclima é ideal para o peixe, tanto para a temperatura e proteção contra os predadores naturais”, afirmou.

O presidente contou que os peixes soltos ontem têm dez centímetros de cumprimento e estão em idade juvenil, o que significa que a probabilidade de um choque térmico ou morte do animal no transporte, o risco é muito menor. “Dos cem mil peixes de hoje, nenhum morreu, então é primordial esse peixe ser transportado e ser solto nessa idade”, destacou ele elogiando a equipe da AES Tietê pelos cuidados com as espécies que são soltas no rio. Durante o projeto, foram soltos também piaparas, piracanjubas, dourados e itabaranas, todas espécies nativas.

Beto Silva