Supermercados contratam menos em Piracicaba

mercado Até agosto o setor de varejo alimentar apresentou saldo negativo de 354 vagas. (Foto: Arquivo / JP)

A contratação de mão de obra nos supermercados apresentaram queda nos oito primeiros meses deste ano, em Piracicaba. Segundo os números divulgados pela Apas (Associação Paulista de Supermercados), até o mês de agosto o setor de varejo alimentar apresentou saldo negativo de 354 vagas. Segundo as estatísticas da entidade, no mês de fevereiro foi registrado o maior número de demissões, quando 339 profissionais foram desligados e outros 201 foram admitidos, perfazendo um saldo negativo de mais de 130 vagas no período.

Para o presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Luiz Carlos Furtuoso os números revelam o comportamento do mercado e as empresas vêm se ajustando à realidade. “Quando o volume de negócios não é concluído é feito um ajuste no quadro de pessoal”, afirmou.

Furtuoso acrescenta que em contrapartida, o número de estabelecimentos aumentou na cidade. Neste caso, segundo o presidente, não se pode afirmar em um aumento no consumo no setor. “Os consumidores mantêm o mesmo volume de compras o que há é uma ampliação da ofertas e alguns estabelecimentos diminuem o volume das vendas, as demissões acontecem a partir da mudança no comportamento do público consumidor‘, explicou.

No cenário paulista, a Apas aponta uma reação no mês de julho, após um primeiro semestre com poucos postos de trabalho. De acordo com a associação, em agosto o setor supermercadista atingiu o melhor mês do ano ao apresentar 3.918 vagas conforme dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Em Piracicaba, o resultado também foi positivo quando houve 228 admissões e 193 demissões, o que resultou no saldo positivo de 35 postos de trabalho. Em agosto, foi o único mês em que as admissões superaram as demissões.

FATURAMENTO — Ainda no mês de agosto, o faturamento real dos supermercados no Estado de São Paulo (deflacionado pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor Fipe e calculado pela Associação Paulista de Supermercados), no conceito de todas as lojas que considera todas as unidades criadas no período pesquisado, apresentou alta de 3,57% em relação ao mesmo período do ano passado. Este resultado fez o acumulado de 2018 chegar a 4,51% de crescimento em relação a 2017.
Já no conceito de mesmas lojas que considera as unidades em operação no tempo mínimo de 12 meses, o resultado de agosto foi 1,66% superior ao mesmo período de 2017, o que fez o acumulado do ano chegar a um crescimento de 2,8%. Apesar do crescimento em relação a 2017 no mês de agosto, o acumulado de 2018 quando se leva em conta o deflacionador utilizado continua em queda desde maio e atingiu o seu segundo patamar mais baixo no ano e o terceiro nos últimos 12 meses, demonstrando que as vendas ainda não subiram o suficiente a partir do 2º trimestre.

(Beto Silva)