Supermercados devem contratar mais este ano

varejo Varejo do Estado de SP deve criar 23 mil vagas temporárias. ( Foto: Amanda Vieira/JP)

Época mais esperada para o setor supermercadista, o fim de ano não deve decepcionar os lojistas. De acordo com estudo da Apas (Associação Paulista de Supermercados), o varejo no Estado de São Paulo deve criar cerca de 23 mil vagas temporárias, sendo que 30% deste número – algo em torno de 6 a 7 mil – devem ser contratados pelo setor supermercadista, devido o fluxo de consumidores que aumenta nos últimos meses do ano. Estima-se que os supermercados devam reter cerca de 5% do total destes temporários para 2019. “Para se ter uma ideia, no Natal vende-se 22% a mais que a média mensal do setor, e o número de consumidores aumenta mais de 11%, exigindo reforço no quadro das lojas. A retenção de funcionários poderá variar bastante este ano”, avaliou o economista da Apas, Thiago Berka. Entre as principais vagas para contratação estão as de repositor de mercadorias, atendentes de loja, operadores de caixa e embaladores.

Já as vendas para este Natal devem ter um crescimento real de 1,5% a 2% em relação ao ano passado, segundo dados da associação que representa o setor. “Apesar de tímido, o aumento é importante em um de muitas turbulências para o setor e cria expectativas positivas para 2019”, explicou Berka.

O aumento das vendas deste ano está baseado na lenta recuperação do emprego formal que, apesar de não estar ideal, já soma 603.368 vagas líquidas até setembro deste ano contra 98.619 do mesmo período do ano passado. No desemprego geral, a queda comparada do trimestre entre dezembro de 2017, janeiro e fevereiro de 2018 foi de 12,6%. No momento está em 11,9% (trimestre de julho, agosto e setembro) e com tendência de queda com a chegada das contratações temporárias.

DÓLAR — Além do desemprego, outro fator que mantém o otimismo das previsões é a variação na cotação do dólar, que deverá ter um efeito maior nos preços de alguns itens vendidos já que houve correção de tabela pela indústria nos últimos meses, considerando persistência do câmbio em níveis acima de R$ 3,70 (chegando até 4,20 em alguns momentos). “Este efeito pode inibir o volume de venda de alguns produtos, mas ajuda na elevação do ticket médio e poderá compensar parte das perdas do ano passado com a forte deflação obtida em 2017, que foi de 2,30% de queda nos preços”, comentou Berka. Outro ponto que pesa no bolso do consumidor e deve impactar nas vendas no fim de ano são os constantes aumentos nos combustíveis e energia. Com isso, o orçamento para gastos extras tende a ficar ainda mais apertado.

(Da Redação)