‘Talvez, meu ciclo no esporte amador tenha acabado’, diz atleta

luta Lutador piracicabano, Gustavo Piacentini fala sobre futuro próximo e não descarta deixar o circuito amador. ( Foto: Divulgação)

A temporada 2018 trouxe para o lutador Gustavo Piacentini a vitória de número 70 na carreira, acompanhada pelo título do Ichiban Kickboxing na categoria K1 (62,3 kg), além de uma medalha de prata na Copa do Brasil e o bronze recém-conquistado nos Jogos Abertos do Interior. Apesar dos números positivos, o atleta não tem tantos motivos para comemorar: após mais um ano convivendo com as dúvidas e a falta de apoio, Piacentini diz que não sabe ainda o que fará em 2019 e não descarta a ideia de não defender mais a cidade de Piracicaba no circuito amador.

“Foi um ano muito abaixo do que estamos acostumados no circuito, mas isso claramente condiz com a realidade do esporte na cidade, estamos cansados de bater nessa tecla. O título do Ichiban foi importante. A competição aconteceu em fevereiro e eu vinha bem desde 2017.  Tive uma fase boa, mas, no decorrer do ano, voltamos a enfrentar a falta de apoio e isso, consequentemente, faz o ritmo de treino cair e a qualidade também. É uma triste constatação”, desabafou Piacentini. Em relação ao futuro, ele dá poucas pistas.

“Ainda não sabemos como será o planejamento, como tem sido nos últimos anos. Vou começar a pré-temporada normalmente, mas não tenho como dizer agora quais são as prioridades ou ainda quais as competições oficiais que enfrentaremos. A falta de planejamento atrapalha muito e influencia negativamente no nosso ritmo. Não dá para chegar ao alto rendimento sem saber o que irá acontecer, ou ainda preparar-se de forma acelerada para uma competição” afirmou o lutador, que completou.

“Não sei o que será do meu futuro esportivo. Deixei claro para treinadores, empresários e donos de evento que não vou mais me desgastar aceitando convites para lutar de última hora. Tive algumas sondagens para participar de eventos profissionais, dentro e fora do país, e se isso se concretizar, de uma forma mais antecipada, vou me planejar para lutar. Pelo que tenho visto no esporte, devo me dedicar exclusivamente às competições profissionais no ano que vem. Talvez, a minha fase de defender a cidade no circuito amador possa ter se encerrado em 2018. Não dá para confirmar, mas é uma possibilidade real”, disse.

JOGOS ABERTOS

Hexacampeão dos Jogos Abertos do Interior e recordista de títulos individuais da competição, Piacentini respondeu a provocação do amigo Marcos Alves, único medalhista de ouro na 82ª edição do certame, realizada em São Carlos. Em entrevista no início do mês, Alves brincou sobre a ‘aposentadoria’ de Piacentini e disse que irá bater seu recorde na competição. “Isso aí foi sacanagem (risos). Acompanho os treinos dele, é um atleta que tem tudo para dar orgulho para Piracicaba, mas já falei para ele: ganhou um, precisa ganhar mais cinco só para empatar. Tem muito caminho ainda para dar entrevista desse jeito (risos)”, brincou.

“Falando sério, o Marcos é um cara que eu tenho uma amizade de vários anos, nós nos ajudamos muito nos treinamentos e ele vem crescendo demais. Merece o que conseguiu, porque vem de uma família muito boa e tem um grande coração. Desejo tudo de melhor pra ele, mas deixa meu recorde quieto por enquanto. Quem sabe, daqui alguns anos, eu mude de ideia (risos)”, finalizou o lutador, que conta com o suporte técnico de Gustavo Zandoval, Marcos Ribeiro e Wilson Teodoro, e conta com o auxílio da academia Fit Me e MP Suplementos.

(Líder Esportes)