Tarifa social do transporte público é reajustado para R$ 4,30

Foto: Amanda Vieira/JP

A partir do dia 13 de julho passa a vigorar a nova tarifa do transporte público de Piracicaba. O reajuste é resultado de estudos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que revisou o custo operacional do sistema, considerando a inflação, mão-de-obra, variação dos combustíveis, depreciação da frota, equilíbrio do contrato, entre outros itens. O reajuste é a variação dos custos no período de abril/2018 a abril deste ano e o reequilíbrio do contrato de concessão.

A população que paga integralmente a tarifa é aquela que faz uso das tarifas social e estudante. A social será reajustada em R$ 0,30, passando de R$ 4 para R$ 4,30 e os estudantes vão pagar R$ 0,20 a mais – de R$ 2,15 para R$ 2,35. O vale-transporte, que hoje custa R$ 4,34 será de R$ 4,90, lembrando que o impacto desse reajuste recai sobre o empregador e não sobre o empregado (usuário). Já a venda a bordo (para o usuário que ainda não foi fazer seu Cartão VAI) passará de R$ 4,40 para R$ 4,80. Essa diferença é para o motorista, responsável pela venda da passagem nos ônibus.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Semuttran), o reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano e rural é resultado dos estudos técnicos realizados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que determina os seus parâmetros. Esta revisão levou em consideração o custo operacional do sistema, que é composto pela inflação acumulada, reajuste salarial, variação de preço dos combustíveis, dos pneus e a depreciação da frota. A proposta da FIPE é para manter equilíbrio econômico do contrato entre a Prefeitura de Piracicaba e a empresa Concessionária Via Ágil.

As tarifas só se mantiveram nestes valores devido ao subsídio pago pela Prefeitura de Piracicaba para repor a diferença entre o valor arrecadado com as tarifas e o custo de operação das linhas. Por exemplo: entre julho 2018 a junho de 2019, a Prefeitura subsidiou a tarifa em R$ 5,97 milhões. Para os próximos 12 meses, o subsídio está previsto em R$ 6,38 milhões.

Caso não houvesse este subsídio, o valor da tarifa paga pelo usuário seria ainda maior. Outro item que também impactou e colaborou para o reajuste foi a redução dos passageiros transportados. De 2014 a 2018, devido à crise econômica, houve uma queda de 17,5% do total de passageiros transportados, o que equivale a menos 5,9 milhões de passageiros transportados anualmente.

Da Redação