Taxas de juros avançam com dólar em meio à cautela com Síria e política local

Os juros futuros operam com viés de alta nesta quarta-feira, 11, na esteira do dólar forte ante o real, em meio a temores com o possível ataque dos Estados Unidos e aliados à Síria e incertezas no cenário político local.

No radar também está o novo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Profissionais do mercado manifestaram preocupação com a saída de Henrique Meirelles e com o risco de piora fiscal em ano eleitoral. Guardia não compareceu nesta terça, 10, à transmissão de cargo do novo ministro do Planejamento, Esteves Colnago, deixando um clima de constrangimento no Planalto. Guardia terá hoje a sua cerimônia de posse no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), às 15h.

Outra notícia a ser acompanhada é a de que o Ministério Público Federal afirmou, em aditamento de denúncia, que o advogado e ex-assessor do Palácio do Planalto José Yunes e o coronel da reserva da Polícia Militar João Baptista de Lima Filho, o coronel Lima, auxiliavam integrantes do MDB na arrecadação de propina, em especial para o presidente Michel Temer.

Mais tarde, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, concede entrevista por teleconferência a jornalistas da imprensa internacional (10h). Por enquanto, Ilan tem reforçado a possibilidade de mais um corte da Selic em maio.

Às 9h20 desta quarta, o DI para janeiro de 2020 estava a 7,09%, na máxima e mesma do ajuste de terça. O DI para janeiro de 2021 subia a 8,14%, de 8,13% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 estava a 9,23%, de 9,21% no ajuste de ontem.

No câmbio, o dólar à vista subia 0,23%, aos R$ 3,4179, após tocar em máxima aos R$ 3,4239. O dólar futuro para maio estava em alta de 0,23%, aos R$ 3,4230, após máxima perto dos R$ 3,430, aos R$ 3,4290 (+0,41%).

Mais cedo foi revelado que o IGP-M subiu 0,18% na primeira prévia de abril, após ter aumentado 0,60% na primeira prévia de março. Com o resultado, o índice acumulou alta de 1,65% no ano e avanço de 1,49% em 12 meses.