Taxas futuras de juros sobem às vésperas de Copom e IPCA

Os juros futuros se apoiam no dólar e sobem na manhã desta segunda-feira, 5. Os investidores estão em compasso de espera pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) – na terça e na quarta-feira, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro (quinta-feira) e as vendas no varejo (sexta-feira). Nesta segunda, o destaque é o fim do recesso no Congresso, com as articulações sobre a reforma da Previdência no foco dos investidores.

Às 9h48, o DI para janeiro de 2020 estava a 8,10%, de 8,08% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2021 a 8,94%, de 8,92% no ajuste de sexta-feira. E o DI para janeiro de 2023 a 9,63%, de 9,60% no ajuste de sexta-feira. No câmbio, o dólar à vista subia 0,39%, aos R$ 3,2286, enquanto o dólar futuro de março ganhava 0,31%, aos R$ 3,2385.

Para o Copom, a expectativa maior do mercado está no comunicado, uma vez que praticamente todas as estimativas do Projeções Broadcast apontam para uma redução no ritmo de corte da Selic de 0,50 ponto porcentual no encontro de dezembro para 0,25 ponto na primeira reunião de 2018. Para o fim de 2018, de 69 expectativas, 15 esperam Selic em 6,5%, 41 veem o juro em 6,75% e o restante (13) acredita que a taxa fechará o ano entre 7% e 8,75%.

Mais cedo, a pesquisa Focus do Banco Central mostrou leve redução na projeções para o IPCA deste ano de 3,95% para 3,94%. Já a projeção para o índice de 2019 permaneceu em 4,25%, mesmo porcentual de quatro semanas atrás. A mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,75% ao ano. A Selic está atualmente em 7,00% ao ano. A projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8,00% ao ano.

Em entrevista ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) em janeiro, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que a mensagem de política monetária de dezembro continua válida. Segundo ele, em fevereiro o BC vai observar os números disponíveis para decidir sobre a Selic.

No mercado cambial, o dólar opera alinhado ao viés de alta da moeda americana no exterior frente a algumas divisas ligadas a commodities. O ajuste é paralelo à persistente queda do petróleo e o aumento das apostas em quatro elevações de juros nos EUA neste ano após a forte criação de empregos e o aumento do salário por hora nos EUA.