Taxas futuras de juros sobem com cautela sobre guerra comercial e Lula

Os juros futuros operam em alta, após registrarem queda firme na quinta-feira passada, ultima sessão antes do feriado da Páscoa. Os investidores locais e em âmbito mundial estão atentos aos desdobramentos da decisão do governo da China de tarifar, a partir desta segunda-feira, 2, 128 diferentes produtos dos EUA, com valor estimado em US$ 3 bilhões. Também operam sob cautela antes da retomada do julgamento do habeas corpus do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (quarta-feira) e da divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos (sexta-feira).

Na pesquisa Focus, divulgada mais cedo pelo Banco Central, os economistas do mercado financeiro informaram que esperam por um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros) em maio, de 6,50% para 6,25% ao ano. Depois disso, a projeção é de que a Selic permaneça em 6,25% ao ano até fevereiro de 2019, quando a taxa subiria a 6,50% ao ano. Este aumento marcaria o início de um novo ciclo, desta vez de alta para os juros básicos.

Às 9h37, o juro no contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 estava a 8,01%, ante 7,96% do ajuste de quinta-feira. O DI para janeiro de 2023 indicava 9,01%, ante 8,96% no ajuste anterior.

Mais cedo foi revelado que o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,17% em março, a mesma variação apurada em fevereiro. A alta observada em março ficou exatamente em linha com a média e a mediana da pesquisa do Projeções Broadcast, que tinha intervalo de 0,12% a 0,20%.