Taxas futuras longas de juros têm viés de alta com dólar e exterior

Os juros futuros de curto e médio prazos oscilam ao redor dos ajustes anteriores nesta quarta-feira, 7, enquanto as taxas longas mostram viés de alta, na esteira do dólar forte ante o real. No mercado de câmbio, operadores dizem que há cautela no exterior em relação à eventual sobretaxa ao aço e alumínio pelos Estados Unidos e desconforto local com novas alterações na Câmara em medidas do ajuste fiscal e dificuldades do governo para cumprir a regra de ouro do Orçamento de 2018.

Não há um catalisador forte na renda fixa, diz um operador. O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de fevereiro é monitorado, mas fica em segundo plano. O indicador desacelerou para +0,15%, ficando acima da mediana do mercado de (+0,10%). Em janeiro, o indicador de inflação subiu 0,58%.

Como pano de fundo segue a aposta dos investidores em mais um corte da taxa Selic, de 0,25 ponto, para 6,5% ao ano, na reunião do Copom dos dias 20 e 21 de março. Por isso, os ajustes de alta das taxas longas são limitados.

Às 9h52, o DI para janeiro de 2019 estava a 6,440%, de 6,459% no ajuste de terça-feira. O contrato de DI para janeiro de 2021, mais negociado, estava em 8,29%, ante 8,28% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2023 estava a 9,16%, de 8,13% no ajuste de terça. No câmbio, o dólar à vista subia 0,45%, aos R$ 3,2274. O dólar futuro de abril ganhava 0,53%, aos R$ 3,2345.