Tecnologia e linguagem visual auxiliam o mundo corporativo

Explorar o campo visual permite maior interatividade, assimilaridade e resolutividade dos colaboradores (Foto: Divulgação)

A tecnologia atingiu todas as esferas da vida humana, e não é diferente na produção fabril. Mesmo diante desse cenário, a figura dos colaboradores de uma empresa ainda é muito importante, sendo parte essencial para o sucesso.

De acordo com Renato Gangoni, CEO da Visual Insight, esse é um momento de conversão humano e máquina. “Este cenário remete ao surgimento do mais novo período vivido pela sociedade, no qual o impulsionamento da automação das fábricas padroniza os processos de produção a fim de otimizar a jornada de trabalho dos funcionários, sem pecar na qualidade dos serviços. Na prática, a iniciativa trata-se da convergência de tecnologias dentro de uma conexão dos mundos digital e humano, em vez do emprego isolado destes recursos”, declara.

Ideias inovadoras, que partem do corpo humano da organização, podem mudar todo um cenário, e a construção de aprendizagem pode tornar essa ocorrência muito mais frequente, com capacidade para enfrentar o meio com produção em grande escala, tempo escasso, ausência de especificidade dos objetivos instrucionais e projetos com objetivos que nem sempre estão completos.

Para ajudar nesse processo de aprendizagem, os especialistas, como Gangoni, apostam na linguagem visual. “Apesar de o ser humano adquirir conhecimento por meio da integração dos cinco sentidos, a visão destaca-se em termos de assimilação de informações, pois capta a essência do conteúdo ao exigir menos esforço físico e químico do cérebro, o que reduz o tempo de aprendizagem. Além de otimizar a absorção de dados com o uso do lúdico, a prática formatada na matriz de mídia também simplifica o compartilhamento de ideias com a equipe de treinamento, já que as imagens são de compreensão universal”, pontua o CEO.

A solução pensada pela Visual Insight – sistema no qual é possível criar dashboards interativos com os quais os usuários podem explorar dados empresariais – foi dividir os impactos na construção de projetos em quatro categorias que a influenciam diretamente: volume de informação, complexidade da informação, capilaridade da informação e prazo de desenvolvimento.

A partir disso, se classifica o nível de complexidade em que essas informações se encaixam (baixo, médio, alto e muito alto). “Então, supondo que eu desejo transmitir um dado com baixo nível de complexidade, consigo enxergar que a alternativa ideal é o quiz, porque resulta em um canal de aprendizagem ágil e atrativo, o que simplifica a resolução da demanda. Ou seja, a ferramenta é uma espécie de guia em tomadas de decisões estratégicas para as iniciativas de treinamento”, afirma.

Com tudo aos olhos do colaborador, de forma bem explanada, é muito mais provável que ele consiga enxergar as falhas ou possibilidades escondidas no projeto. A visão é quem o direcionará para a melhor direção.

Mariana Requena