Tendência mundial, casa sustentável é acessível e respeita o meio ambiente

Projeto une beleza e o ecologicamente correto

Em tempos de proibição de canudos plásticos e do pensamento ecológico e consciente, o chamado “mercado verde” está em alta, em substituição ao antigo modelo de produção, que pode comprometer a vida das futuras gerações.

Essa é uma tendência mundial, que alcançou também a arquitetura em Piracicaba. O arquiteto Helio Dias, trabalha com a projeção de “Green-Houses” (casas verdes) na região. Essas construções são feitas com vistas à sustentabilidade por meio de obras que reduzem o entulho e a emissão de carbono a quase zero. “As Green-Houses são duráveis, confortáveis, econômicas, seguras, práticas e bonitas”, afirma o arquiteto. “O emprego de materiais naturais, como terra, madeira, bambu e pedra, que podem ser encontrados localmente, é um dos pilares da construção sustentável, pois reduz a emissão de CO² ao evitar grandes deslocamentos dos materiais até a obra, assim como reduz energia para sua produção e transformação”.

Jardim Interno inspirado nas “casas pátio”

Dias destaca também a utilização de tijolos ecológicos – fabricados com terra crua prensada –, que também minimiza o impacto ambiental, já que não existe a necessidade da queima em olarias. Outro importante ponto das construções sustentáveis, segundo ele, é o estímulo à economia local, além da geração de empregos.

O PROJETO

O arquiteto explica que a projeção das Green-Houses é feita priorizando a praticidade, além da compactação dos ambientes, o uso de materiais locais e naturais, a inovação construtiva, o conforto ambiental, o uso racional de água e eletricidade e a economia de recursos financeiros.

Dias classifica as novas obras como uma retomada ao antigo estilo de vida, com maior contato com os outros e com a natureza. “Estamos revisitando antigas soluções, onde morava-se bem e se tinha qualidade de vida”, salienta.

Projeto une beleza e o ecologicamente correto

Mais do que reduzir impactos ao meio ambiente, Helio acredita que as Green-Houses também proporcionam retorno extremamente positivo para a saúde de seus moradores. “A demanda por casas saudáveis é prioritária, uma vez que permanecemos nelas até 80% do nosso tempo de vida. Doenças patológicas, principalmente respiratórias e alérgicas, provocadas por fungos, bactérias e pelo ar impuro, têm provocado aumentos nos atendimentos dos postos de saúde, clínicas e hospitais”, explica ele. Uma casa sustentável proporciona aos moradores um ambiente naturalmente confortável, uma vez que utiliza iluminação e ventilação natural e aproveita-se da inércia térmica das paredes de tijolos ecológicos para obter uma temperatura interna média de 22° C no ano todo, dispensando assim ventilação e iluminação artificial durante todo o dia.

“Viver é morar bem. As Green-Houses reposicionam o ser humano em equilíbrio com a natureza e, consequentemente, consigo mesmo”, destaca Helio Dias.

Mariana Requena