Trabalhadores param construção de escola do Vida Nova

Até ontem, os trabalhadores aguardavam o pagamento dos salários de fevereiro (Foto: Divulgação) Até ontem, os trabalhadores aguardavam o pagamento dos salários de fevereiro (Foto: Divulgação)

Trabalhadores que atuam nas obras de construção de uma escola municipal no empreendimento Vida Nova, em Piracicaba, paralisaram as atividades desde a última segunda-feira por atraso no pagamento dos salários e mantiveram a paralisação até ontem. Os cerca de 20 funcionários alegam que não recebem os salários desde o mês de fevereiro.

A informação foi confirmada pelo presidente do Sinticompi (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Piracicaba), Milton Costa, que apoia a iniciativa e acompanha a situação do grupo de trabalhadores.

De acordo com o sindicalista, sem receber os salários há dois meses, os trabalhadores decidiram cruzar os braços. “É inconcebível que uma empresa que está construindo uma obra para a prefeitura atrase os salários dos seus funcionários, não dê satisfação e não forneça os equipamentos de segurança”, destacou.

De acordo com José Cícero dos Santos, 36 anos, que trabalha para uma empresa terceirizada na construção da escola, a promessa foi de que o pagamento dos salários seria feito na última quinta-feira, o que não ocorreu. “Como eles não pagam os salários, decidimos parar e esperar pelo pagamento, uma vez que, infelizmente, ninguém nos dá uma satisfação”, afirmou.

A escola municipal do Vida Nova está projetada para ter 12 salas e as obras foram iniciadas em agosto do ano passado e previsão de ser concluída em agosto deste ano. O custo da obra é de R$ 5,479 milhões.

TERCEIRIZADA

A Enplan Engenharia e Construtora, de São Paulo, é a responsável pela obra da unidade escolar. Em nota, a empresa informou que “na qualidade de construtora contratada para a execução da obra de uma escola municipal de Ensino Fundamental, com 12 salas, que terá capacidade para 780 alunos, em Piracicaba, esclarece ao público que não há qualquer pendência com os funcionários registrados diretamente com esta construtora e tudo que é devido ao prestador de serviços, que possui funcionários próprios na obra, já foi devidamente liquidado”.

O presidente do Sinticompi informou ontem que já acionou o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho sobre as denúncias de não pagamento dos salários e não fornecimentos de equipamentos aos 20 trabalhadores.

Beto Silva