Trabalhadores param obra em UPA por estarem com salário atrasado

Construtora vem atrasando o pagamento e a situação já foi levada ao secretário de Saúde, Pedro Mello. (Fotos: Claudinho Coradini/JP)

Com salários atrasados, um grupo trabalhadores que atuam nas obras de construção do prédio da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Cristina, em Piracicaba, decidiram cruzar os braços no início da tarde de ontem. A unidade médica é construída na rua Dona Anésia, no bairro Jaraguá. A paralisação dos funcionários teve como objetivo pressionar a construtora para que acerte os pagamentos.

A denúncia foi feita pelo presidente do Sinticompi (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Piracicaba), Milton Costa. Segundo o sindicalista, ele acompanha de perto a situação enfrentada pelo grupo de trabalhadores.

De acordo com Costa, a construtora vem atrasando o pagamento dos trabalhadores, tanto que a situação já foi levada ao secretário municipal de Saúde, Pedro Mello, e também denunciada à Gerência do Ministério do Trabalho. “Inicialmente, passaram para os trabalhadores que o pagamento sairia no início da semana passada, depois na última sexta- -feira e, mais tarde, falaram que pagariam nesta segunda-feira. Como o pagamento não foi feito, um grupo de trabalhadores decidiu parar”, explicou.

A construção da UPA tem investimento total de R$ 4,8 milhões, sendo R$ 4 milhões do Governo Federal, e R$ 800 mil de contrapartida da Prefeitura.

A unidade é considerada a mais moderna de Piracicaba e é construída em uma área de 4,153 mil metros quadrados e a construção soma 2,367 mil metros quadrados, o dobro das instalações da atual unidade médica do bairro. De acordo com a Secretaria de Saúde, a unidade vai atender a uma população de 100 mil moradores, toda a região oeste do município.

O prédio conta com dez consultórios e 52 leitos, sendo 12 infantis, 15 femininos, 16 masculinos, seis de emergência e outros três de isolamento.

A unidade será voltada para atendimento à população das regiões da Vila Cristina, São Jorge, Jaraguá, Pauliceia, Novo Horizonte/Santa Fé, Parque dos Eucaliptos e zona rural.

A Secretaria de Saúde foi questionada ontem sobre a paralisação dos trabalhadorr4s por falta de pagamento e o comprometimento do prazo de entrega que é janeiro, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.

Beto Silva
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