Trânsito é ruim para 49% dos piracicabanos

motorista Metade dos motoristas consideram trânsito caótico . ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

Pesquisa realizada pelo Indsat (Indicadores de Satisfação dos Serviços Públicos), no segundo trimestre deste ano, aponta que quase metade dos piracicabanos estão insatisfeitos com o tráfego urbano do município. De acordo com o estudo, o trânsito de Piracicaba recebeu 23% de “ótimo” e “bom”, 28% de “regular” e 49% de “ruim” e “péssimo”. O levantamento mostrou ainda que a insatisfação é maior entre moradores mais jovens, que têm entre 16 e 30 anos de idade. Já os entrevistados com mais idade, no entanto, foram os que menos reclamaram do trânsito da cidade.

De acordo com as informações do Indsat, a análise também pode ser feita levando em conta a escolaridade dos entrevistados. Outro dado que chama a atenção na pesquisa é que a reprovação é mais alta entre moradores com ensino superior.Esse segmento também pode ser relacionado a outros setores também pesquisados pelo Indsat, como a qualidade do asfalto, iluminação pública e até mesmo segurança. Entre os 16 setores analisados em Piracicaba, o trânsito é o 3º pior.

BAIXO GRAU — Para avaliar o grau de satisfação com os serviços públicos, o Indsat possui uma metodologia de avaliação baseada em critérios de “ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim” e “péssimo”. Na última avaliação, o trânsito de Piracicaba recebeu 496 pontos e baixo grau de satisfação. Esse é o menor índice registrado desde quando o Aglomerado Urbano Piracicaba passou a fazer parte da cobertura do Indsat, no final do ano passado. No 4º trimestre de 2017, a pontuação chegou a 519 pontos. No levantamento seguinte, o índice foi de 536 pontos. O grau médio de satisfação é atribuído aos segmentos que conquistam entre 500 e 649 pontos.

A Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte) foi procurada na quinta-feira – via assessoria de imprensa – para comentar a pesquisa mas até o fechamento da matéria não havia retornado.as ligações.

O Indsat é composto por um grupo de pesquisadores, jornalistas e publicitários que a cada três meses avaliam saúde, educação, transporte coletivo, geração de empregos, administração pública e outros serviços das cidades do Aglomerado Urbano de Piracicaba, RMC (Região Metropolitana de Campinas) e outras dez cidades do Estado de São Paulo, entre elas, Guarulhos, Ribeirão Preto e Sorocaba.

(Beto Silva)