Transporte público tem 5,5 milhões de viagens a menos

O número de passageiros transportados em Piracicaba caiu 16% nos últimos seis anos. Segundo a Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) foi registrado, aproximadamente, 5,5 milhões de embarques (viagens) a menos, por ano, entre 2012 e 2017, de 34,4 milhões para 28,9 mi, respectivamente. Com esta redução, também diminuiu o número de veículos na frota — operacional e reserva — de 257 para 236, bem como a oferta de linhas caiu de 97 para 91.
 
Pelo levantamento da Semuttran, o número de utilização de vale transporte na cidade saiu de 13,5 milhões em 2012 para 10 mi no ano passado, uma queda de 25,5%. Redução parecida aconteceu com a gratuidade oferecida à população no mesmo período: de 8,2 mi para 7,2 mi, ou seja, 11,6% menos viagens gratuitas. A oferta de viagens para estudantes cresceu 21% nos seis últimos anos, de 1,8 milhões para 2,2 mi. 
 
Segundo o secretário Jorge Akira, um dos principais motivos para a queda do número de passageiros “se deve ao desemprego gerado pela grave crise financeira”. Ele lembra que o “fenômeno” de queda de passageiros ocorreu de forma sistemática em quase todos os municípios do Brasil, “bem como em diversos setores de serviços públicos essenciais, como concessão de rodovias, de água e esgoto, luz e energia, entre outros”, afirmou.
 
Estes fatores de crise, afirmou Akira, fizeram a prefeitura readequar a logistica do transporte público, com alteração de linhas, horários e itinerários. “A readequação das viagens ameniza a situação, dá mais celeridade ao sistema de transporte público, mas não ameniza, de forma substancial, a queda de passageiros o maior peso para os custos tarifários”. 
 
Além disso, conforme Vanderlei Quartarolo, diretor de Transporte Público da Semuttran, a redução no número de linhas ocorreu em função da unificação. “Localidades onde havia duas linhas próximas foram unificadas, cobrindo os mesmos trajetos, como por exemplo no Bairro Verde, Higienópolis e Rua do Porto.”
 
 
TARIFA — Entre 2012 e 2017, mesmo com a redução nas viagens — do total de viagens que recebem subsídios, a redução foi de 23,5 mi para 19,5 mi, em seis anos —, os valores da tarifa técnica e a bordo foram reajustadas em 31,6% e 17,6%, respectivamente. A tarifa técnica saiu de R$ 3 para R$ 3,95 e a bordo de R$ 3,40 para R$ 4. “As tarifas seguem as variações dos preços de combustíveis, lubrificantes e outros insumos próprios do serviço, como mão de obra, entre outros. Além disso, temos que aguardar como a demanda e fluxo de passageiros irá se comportar para calcularmos a nova tarifa. A prefeitura está sempre em busca da tarifa mais baixa para a população”, informou Akira. Em 2015, foram destinados R$ 417 mil/mês de subsídio à empresa, em 2016, R$ 452 mil/mês, e, no ano passado, R$ 467 mil/mês.