Travessia perigosa de avenida com rodovia no Campestre

Sugestão de motorista é a instalação de semáforos

A cozinheira Eunice Biadola, 54, faz o mesmo percurso de carro para o trabalho, no bairro Campestre, há 14 anos, de segunda a sábado. Segundo ela, há aproximadamente três anos, o cruzamento
entre a avenida Laranjal Paulista e a rodovia Cornélio Pires tem se tornado “caótico”. “Nos horários de pico é quase impossível passar por ali. Tem vezes que eu passo com o outro carro quase relando no meu. Eu acho que eles (prefeitura) só vão resolver alguma coisa quando acontecer um acidente grave”, diz.

Para Eunice, uma possível solução para o problema seria a instalação de um semáforo no local, para controlar o fluxo de carros e assegurar a travessia. “A cidade tem semáforo em todo lugar, e ali está precisando de um porque quando dá umas 17h30, para fazer a travessia é horrível, demora bastante e tem que se arriscar: enfiar o pé no acelerador e atravessar, senão não consegue passar”, conta.

Procurada, a assessoria de imprensa da Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) informou que já recebeu outras reclamações deste local e que há um estudo para melhorias naquele ponto, porém, o local não pode ter intervenção do Executivo. “A área está concessionada para a Rodovia das Colinas, regulada pela Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) e o município não pode intervir. A Prefeitura tem cobrado da Artesp melhorias para o local e fomos informados que só será possível a implantação de viaduto na próxima concessão, que deverá se iniciar em 2021”, informa.

A Pasta também respondeu sobre a sugestão de Eunice, de implantar um semáforo no local para diminuir os riscos de batidas. “A Semuttran elaborou projeto para semaforização do local e protocolamos na Artesp. Estamos cobrando a aprovação para podermos implantar os semáforos, o que minimizaria os problemas atuais até a construção de um dispositivo”, diz a assessoria.

Thaís Passos