TRF-4 aumenta pena de Lula para 12 anos e 1 mês de prisão

Os três desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre, mantiveram a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aumentaram a pena do petista para 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex no Guarujá. Esta turma julgou recurso do ex-presidente contra a condenação a 9 anos e seis meses de prisão aplicada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato. Cabe recurso e o ex-presidente ainda não foi preso.
 
 Antes mesmo da decisão, cerca de 46 manifestantes fizeram um ato na frente do Teatro Municipal Dr. Losso Netto, na avenida Independência, no Centro de Piracicaba, às 12h de ontem, para protestar contra o julgamento e seguiram de ônibus, às 13h, até a capital paulista. Os leitores do Jornal de Piracicaba acompanharam ao vivo o julgamento por um link no Facebook do jornal. Foram alcançadas 435.192 pessoas durante a transmissão ao vivo. 
 
Segundo a Agência Brasil, o juiz federal Sérgio Moro informou que ficou provado nos autos que o ex-presidente e a ex-primeira-dama Marisa Letícia eram de fato os proprietários do imóvel e que as reformas executadas no triplex pela empresa OAS provam que o apartamento era destinado a Lula e faziam parte do pagamento de propina.
 
 
 
PIRACICABA — Em defesa de Lula foi realizado um ato no Centro. A manifestação foi comandada pelo diretório municipal do PT. A presidente Penéloti Mendes alegou que não havia provas contra o presidente. “Embora o próprio relator disse que estava tentando fazer um julgamento jurídico, foi um julgamento político. As primeiras falas do relator citaram matéria do jornal O Globo. Não existem provas de que seja o proprietário do apartamento”.
 
A notícia repercutiu na cidade. William Bueno, do Movimento Vem Pra Rua, disse que foi feita justiça. “Na verdade, o que aconteceu foi a confirmação da condenação. Não tinha dúvida alguma que seria 3 a 0. A Justiça tem que ser igual para todos. Lula não está acima da lei. Tem que pagar pelos seus crimes”, disse Bueno. 
 
Presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Paulo Checoli informou que a entidade de classe é apolítica, mas foi as ruas porque o regime político no Brasil prejudicava a economia como um todo.“Estamos alegres porque a justiça e a democracia prevaleceram, mas triste porque é um dos poucos países em que o presidente foi condenado por corrupção”, ressaltou Checoli.