Trocas de presentes de Natal movimentam o comércio

compra Calçados: um dos segmentos que mais efetuam trocas (Foto: Amanda Vieira/JP)

O primeiro dia de abertura do comércio após o Natal foi marcado pela movimentação de consumidores, comprando ou trocando presentes. Durante a abordagem aos comerciantes sobre as vendas natalinas, o vice-presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Piracicaba, averiguou que os segmentos que mais se destacaram foram confecção, calçados e artigos para presentes. “Esses segmentos também são os que mais realizam trocas após o Natal. O movimento de Natal foi muito bom e deve superar a expectativa de 8,9%, ultrapassando 10%, o que vamos divulgar na próxima semana”, afirma.

 

Segundo o vice-presidente da CDL, a principal causa de trocas de mercadorias está relacionada ao tamanho equivocado dos presentes. Para Carvalho, o momento de troca de mercadorias também é uma oportunidade para gerar vendas. “Se a pessoa é bem atendida na troca, acaba comprando mais. Isso é treinamento de vendas, que a CDL proporciona aos associados”, enfatiza.
Das 10 trocas realizadas na loja de Sandra Corrêa Saipp, que é de utilidades domésticas, decorações e brinquedos, apenas uma foi motivada por defeito na mercadoria. “E a maioria das trocas foi de brinquedos, porque a criança já tinha o que ganhou de presente”, detalha a sócia-proprietária. “O dia está bem movimentado, mas as trocas acabam sendo positivas e podem gerar novas vendas”, completa.

 

PROCON

 

Em relação às trocas de presentes, o Procon-SP ressalta que, em caso de troca por gosto ou tamanho, a loja não é obrigada a efetuar, a menos que no momento da venda tenha se comprometido com o cliente a realizá-la.
Se o motivo for defeito do produto, o Procon-SP diz que o fornecedor tem até 30 dias para solucionar o problema, sendo essencial que o consumidor tenha um documento com a data em que a reclamação foi feita. Se não houver reparo, o consumidor pode optar pela troca do produto, devolução do dinheiro ou abatimento proporcional do preço.

 

Para quem comprou online, a lei prevê que ao comprar ou contratar pela internet, ou por qualquer outro meio fora do estabelecimento comercial, o consumidor pode desistir em até sete dias do recebimento da mercadoria ou da data da contratação do serviço. “Os valores pagos, incluindo eventual frete, deverão ser devolvidos integralmente”, explica Fátima Lemos, assessora técnica da Fundação Procon-SP.

(Eliana Teixeira)