Trump apresenta pilares de plano de imigração e defende acordo bipartidário

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou o seu plano de reforma imigratória durante o discurso sobre o Estado da União no Congresso americano, onde afirmou que os quatro pilares da medida atendem a requisitos da situação e da oposição e que deve ser a base de um projeto de lei que deve ser apreciado pelo Congresso em breve.

Os quatro pilares do plano de Trump incluem a cidadania para 1,8 milhão de jovens imigrantes levados aos EUA ainda crianças ilegalmente, conhecidos como “dreamers”; o muro na fronteira com o México; o fim do programa de loteria de vistos; e o fim da migração em cadeia. Os quatro princípios já haviam sido adiantados pela imprensa americana na semana passada. De acordo com o presidente, sem a loteria de vistos e a migração em cadeia, dois ataques terroristas que ocorrem nos EUA no ano passado teriam sido evitados.

Trump afirmou que a construção de uma barreira na fronteira sul dos EUA deixaria os cidadãos americanos mais seguros. Além disso, ele comentou que está “de mãos abertas” para republicanos e democratas “para que possamos proteger nossos cidadãos”. Além disso, o presidente americano disse que “está na hora de trazermos para cá imigrantes mais qualificados” e ressaltou que a reforma imigratória é necessária para a segurança dos americanos e para a economia do país.

O movimento de Trump vem na esteira de um impasse em torno do plano. Na semana passada, a Casa Branca divulgou as premissas do projeto, mas não obteve grande apoio da oposição, principalmente por restringir a imigração familiar ao acabar com o programa de migração em cadeia. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, fez diversas críticas ao projeto na semana passada ao dizer que Trump usa os “dreamers” como “ferramenta para destruir nosso sistema legal de imigração e adotar a lista de desejos que os defensores da lei anti-imigração defendiam durante anos”.

Sem um acordo na questão imigratória até 8 de fevereiro, os democratas prometem paralisar novamente o governo americano até que um acordo para resolver o assunto seja atingido. Durante este momento do discurso, parlamentares democratas não aplaudiram o presidente e a líder opositora na Câmara, Nancy Pelosi, demonstrou descontentamento com as palavras do presidente.