Um bem ameaçado

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Água. Especialistas de todas as partes do mundo dizem que esse é um bem finito. Muitos não acreditam nisso, mas o fato é que populações ao redor do mundo já sofrem com a escassez do líquido. Há quem diga que a Terceira Guerra Mundial será pela disputa desta fonte esgotável. Teorias da Conspiração à parte, o fato é que o Planeta Água tem carência de água doce de qualidade e em quantidade suficiente para matar a sede das populações. 
 
O homem, há milênios, explora de forma desordenada esse recurso natural e foi apenas na segunda metade do século 20 que os cientistas passaram a emitir alertas sobre o risco desse recurso natural acabar um dia. Na nossa região, a crise hídrica de 2013 a 2015 deixou isso bem evidente. Ou o homem reduz o consumo ou vai amargar o desabastecimento. A pior crise hídrica da história da região já deixou claro que as pessoas têm que mudar seus hábitos de vida. Terá que consumir cada vez menos água.
 
Em reportagem nesta edição, o secretário executivo do Consórcio PCJ (da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Francisco Carlos Lahóz, disse que a capacitação é a chave para a preservação da água. Lahóz participa do 8º Fórum Mundial da Água, realizado em Brasília, nesta semana. Lahóz tem razão: as pessoas devem ser responsáveis pela manutenção dessa sustentabilidade.
 
O fato é que a preservação dos recursos hídricos começa na família e na escola. As crianças devem ser ensinadas desde cedo a preservar esse recurso essencial à vida. E esse trabalho deve continuar na escola. Mas em um país de dimensões continentais, não é uma tarefa nada fácil levar a educação ambiental. O que vemos, no cotidiano, é muito desrespeito ao meio ambiente e a falta de cidadania.
 
Os ambientalistas berram aos ventos da importância de fechar a torneira ao lavar louças, ao se ensaboar no banho, ao lavar o carro, evitar lavar as calçadas e tantas outras medidas simples para economizar. Mas são tantos os desperdícios, inclusive de água tratada desperdiçada em vazamentos que demoram a ser consertados, que se tem a sensação que os defensores do meio ambiente berram em vão.
 
Mas esses abnegados não desistem fácil. A esperança é que essa nova geração, que tem mais consciência ambiental, possa revolucionar essa área. Essa é a torcida de todos aqueles que fazem a lição de casa e querem, de fato, garantir água de qualidade para as futuras gerações. Como dizem: cada um deve fazer sua parte. Quem sabe de gota em gota essa consciência ambiental possa se espalhar e contaminar os dirigentes que têm as canetas na mão. (Claudete Campos)