Uma honra presidir a comissão de Educação e Cultura


Tive a grande honra, na última terça-feira, 16 de abril, de ser eleita por unanimidade dos 11 deputados e deputadas membros para presidir a Comissão Permanente de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, uma das mais importantes Comissões da Casa. Mais do que uma grande honra, presidir esta Comissão é uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade de ajudar a construir e colocar em prática projetos que valorizem a educação pública e a nossa cultura.

Acredito na força da articulação entre o trabalho parlamentar e os movimentos sociais na área da educação, para que a Assembleia Legislativa não apenas possa refletir, mas sobretudo atender as necessidades educacionais da população paulista e que possa tomar decisões que valorizem os professores, as professoras e demais profissionais da educação.

No meu discurso de posse, fui taxativa em afirmar que, infelizmente, a educação está esquecida e abandonada no Estado de São Paulo. Também deixei claro que a proposta de escola sem partido é uma enganação para fazer o jogo contra quem trabalha honestamente nas escolas, e que defende uma escola democrática, com respeito aos seus profissionais, com convencimento, persuasão…..Se hoje a escola pública funciona no Estado de São Paulo é porque os professores se doam, mas não porque é tratada como política de Estado e sim de partido.

Na Presidência da Comissão de Educação e Cultura da ALESP, pretendo abrir todo o espaço necessário à defesa da educação pública de qualidade e a promoção da cultura no nosso Estado, acolhendo as demandas, promovendo o debate e criando todos os canais possíveis para que possamos garantir o acesso de todas as camadas da população, principalmente os mais pobres, pois a cultura, para além das mais importantes manifestações artísticas, significa a identidade de um povo.

Por isso, pretendo utilizar todas as possibilidades a meu alcance para promover audiências públicas dentro e fora do prédio da ALESP, sobre educação e sobre cultura, para que os deputados e deputadas possam confrontar-se com a realidade das escolas públicas e das nossas periferias.

Em que pese o desejo de que prevaleça o espírito de consenso, sabemos da existência de divergências e elas serão debatidas em cada momento, pois não aceitaremos perseguições aos professores e a cassação da pluralidade de práticas e concepções pedagógicas nas nossas escolas.

Agradeço a confiança em mim depositada e os votos dos deputados e Deputadas que compõem esta importante Comissão.