Unimed realiza 2º Fórum de “Celebração à Vida”

Segundo o presidente da cooperativa médica, Carlos Joussef, o foco é continuar explorando esse tema. “O suicídio é a quarta causa de morte entre jovens e adultos no Brasil. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A Unimed Piracicaba realizou ontem o 2º Fórum “Celebração à Vida – AmarELO”, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto. Cerca de 700 pessoas, entre profissionais da saúde, educadores e beneficiários, acompanharam a palestra do médico psiquiatra Neury José Botega, que atua na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O encontro faz parte do movimento Setembro Amarelo.

Segundo o presidente da cooperativa médica, Carlos Joussef, o foco é continuar explorando esse tema. “O suicídio é a quarta causa de morte entre jovens e adultos no Brasil. Há estudos que indicam que 90% dos casos seriam evitados se a vítima tivesse algum acompanhamento psicológico”, sinalizou.

Em tempos modernos, a depressão é uma doença que atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. Os dados são expressivos e reforçam a necessidade de ampliar pesquisas e informações sobre o assunto, até porque ainda há muito preconceito em relação a quem tem esse diagnóstico. A depressão não deve ser confundida com tristeza, que é um sentimento importante e aparece ao longo da vida.

O psiquiatra Neury José Botega, um dos mais proeminentes pesquisadores sobre o tema no Brasil, fez referência que, como uma febre, a tristeza indica que algo não está bem, que um significado deve ser buscado para a angústia que nos afeta. “Esse sentimento, potencialmente, pode ser transformador, mas muita gente não consegue lidar bem com ele porque estamos em uma era de imediatismo e superficialidade feliz de imagens postadas em redes sociais. Depressão, por outro lado, consiste em uma doença paralisante. Tem determinação biológica e pode, na maioria das vezes, responder bem a um tratamento”, explicou o especialista.

É comum haver preconceito em torno de pessoas depressivas porque, conforme Botega, “ainda há a crença errônea de que só fica deprimido quem é fraco, quem não tem preocupações e responsabilidades e, também, de que para sair de um estado depressivo, só depende da pessoa adoentada”, finalizou.

 

Da Redação