Unimep tem até hoje para explicar demissões

faculdade Prazos para Unimep . (Foto: Divulgação)

O IEP (Instituto Educacional Piracicabano da Rede Metodista), mantenedor da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), tem 48 horas, a contar de anteontem (17), para responder se vai ou não anular as demissões dos 49 docentes ocorridas em julho deste ano. A decisão foi proferida pela procuradora do trabalho Alvamari Cassillo Tebet durante audiência de conciliação entre a universidade, Sinpro (Sindicato dos Professores) e Adunimep (Associação dos Docentes de Unimep), realizada na última quinta-feira (16), em Campinas, e que também lamentou o retrocesso nas negociações com o IEP.

Na ata da audiência, os representantes da IEP foram notificados a classificar as demissões, ou seja, apresentar os nomes dos professores, data da demissão e o valor devido a cada um deles que foram dispensados em dezembro passado, bem como, responder se irá ou não readmitir os 49 professores dispensados em julho.

Conforme explicou Alvamari, na ata da audiência, esta ação se faz necessária para conseguir criar uma nova linha cronológica para uma solução efetiva que seria “readmitir os professores, pagar os atrasados e depois negociar legalmente as demissões”. Ainda na audiência, representantes do Sinpro reafirmaram que parte dos professores demitidos em dezembro de 2017 não receberam seus pagamentos e que nem todos os acordos foram concretizados.

Pela IEP foi informado que as demissões foram necessárias devido a condição econômico-financeira da Unimep e que todas essas informações “já foram entregues ao MPT” e reforçaram que as dificuldades apareceram com a redução de alunos na universidade e o aumento no número de professores. Em 2013 eram 10.729 alunos e, em 2018, são 7.100 enquanto os professores eram 408 em 2006 e em 2017 já eram 417. Procurado pela reportagem, a IEP e Unimep não se posicionaram sobre situação até o fechamento desta matéria.

(Felipe Poleti)