UPA Vila Cristina: mais do que urgência e emergência

Em gesto simbólico, o prefeito Barjas Negri carregou no último sábado (25/08) uma caixa de acrílico (cápsula do tempo) com informações atuais sobre a cidade e a colocou em um isolamento subterrâneo de concreto instalado na área onde está sendo construída a nova UPA Vila Cristina, na região do Jaraguá. O ato fazia parte do lançamento da pedra fundamental do mais recente empreendimento do governo municipal no setor de saúde pública.

Com 52 leitos, acolhimento diferenciado e independente, separando crianças de adultos, banheiro para ostomizados, brinquedoteca, fraldário etc, a concepção moderna da unidade dará mais conforto e qualidade de atendimento à população que mais necessita do SUS.

A UPA está sendo construída em um terreno de 4,3 mil metros quadrados. Terá 10 consultórios, 6 adultos e 4 infantis, 52 leitos, sendo 12 para crianças, 6 de emergência, 3 de isolamento e os demais, para adultos. A unidade será na prática um mini-hospital para atender a grande região oeste do município. Trata-se, portanto, de um projeto que visa o desenvolvimento sustentável da cidade.

De volta à capsula do tempo, sob a pedra fundamental, onde foram colocados documentos jornalísticos, panfletos de ações do governo, livros sobre a cidade, planta da própria obra, ata com os nomes dos participantes do evento em questão etc, tais documentos poderão ser interpretados daqui a 30 anos, quando está prevista sua abertura. Assim, a população piracicabana poderá perceber o que é Piracicaba hoje e o que ela se tornará.

No plano econômico é importante destacar que a cidade está passando por profundas transformações. Gradativamente, deixamos de ser somente um polo industrial para nos tornarmos também polo de serviços, o que pode ser conferido analisando a atual base de arrecadação de tributos. O novo perfil do município segue concepção teórica que entende ser esse uma característica de países ricos. Ou seja, Piracicaba, apesar de sua complexidade socieconômica, está migrando para um novo estágio de desenvolvimento, com predominância de serviços de alto valor agregado.

Para a consolidação desse cenário, entra com força o avanço dos setores de educação e saúde, que têm, em seu momento paradigmático, a construção do Hospital Regional 100% SUS e da escola de Medicina Anhembi Morumbi, ambos projetos que trabalharão em simbiose com toda a rede pública de saúde. Some-se a isso o Hospital do Amor, da Associação Ilumina, que entrará em funcionamento em 2019.

Para compor esse quadro, nos falta ainda avanços no setor de pronto-atendimento, em especial, na região oeste, onde fica a UPA Vila Cristina. Essa unidade atende hoje uma média de 120 mil pessoas por ano. Só que sua estrutura está defasada e congestionada. Foram feitos alguns ajustes no prédio em anos anteriores, mas não havia outra solução a não ser construir uma unidade nova.
Como todo projeto complexo nasce gradualmente, em gestão municipal anterior foi conquistada a área para a construção da Nova UPA e desenhado seu projeto. O atual governo conseguiu o mais importante: recurso financeiro. Articulação do prefeito Barjas Negri com o senador José Serra (PSDB) resultou em uma emenda parlamentar de R$ 4 milhões. O município entrou com outros R$ 800 mil para compor o valor total e a obra ganhou vida.

Neste momento histórico temos, portanto, as diretrizes para o salto estrutural e de qualidade nos setores educacionais e de saúde que, nos casos especificados, trabalharão em simbiose e em ritmo acelerado. Evidente que não serão necessários 30 anos para percebemos os avanços alcançados, mas a ritual que demarca a transformação da base econômica do município precisa ser registrado e a nova UPA da Vila Cristina é parte desse contexto, uma vez que evidencia a visão empreendedora dos nossos gestores em relação ao desenvolvimento sustentável, integrando todos os níveis socieconômico de Piracicaba.

É secretário municipal de Saúde,

Dr. Pedro Antonio de Mello.