Usuário reclama de falta de dados informatizados em Piracicaba sobre vacinação

Posto no Cidade Jardim diz que nome de paciente não está no sistema (Foto: Claudinho Coradini/JP) Posto no Cidade Jardim diz que nome de paciente não está no sistema (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O fato de não ter os dados disponíveis na rede de informática do SUS (Sistema Único de Saúde), para comprovar que já havia tomado vacina contra a febre amarela, deixou o jornalista Márcio Gilvan de Oliveira Pissócaro, 42, indignado. Ele tomou vacina contra a doença em 2017, na ocasião do surto da doença no Estado, no Posto de Saúde do bairro Cidade Jardim. “Me entregaram um comprovante que guardei em Piracicaba. Como moro no Rio de Janeiro e teria que viajar para a Colômbia, pedi para a minha mãe pegar um documento que eu tinha me vacinado e não tinha nenhum no posto onde fui atendido”, relata o jornalista, que trabalha e mora no Rio de Janeiro.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, as vacinações realizadas, inclusive em adultos, são cadastradas no SI-PNI (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização). A assessoria afirma que o nome do jornalista não está no sistema, sendo que pode ter ocorrido falha da atendente ao lançar a informação ou Pissócaro não ter sido vacinado na rede. “Márcio precisa apresentar a carteirinha. Porque a carteirinha é um documento oficial, que comprova que ele foi vacinado de fato”.

Diante da situação, Pissócaro tomou novamente a vacina contra a febre amarela, para poder embarcar a trabalho para a Colômbia. “Sei que não causa problema para minha saúde, mas a situação me indignou”, ressalta.

MINISTÉRIO

De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS é tripartite, portanto a gestão é compartilhada entre União, estados e municípios. “Cabe ao gestor local gerir o serviço com a garantia da assistência”.

Para ter a informação da real situação das coberturas das vacinas ofertadas no Calendário Nacional de Vacinação, o Ministério da Saúde disponibiliza a estados e municípios o SI-PNI, que precisa ser devidamente atualizado. Segundo a assessoria do Ministério, é com base nessas informações que é possível o planejamento de envio de vacinas, bem como o acompanhamento sobre a cobertura vacinal local.

A assessoria destaca ainda, a importância de manter guardada a caderneta de vacinação junto aos demais documentos pessoais, para comprovação da situação vacinal de cada pessoa. “Para quem perdeu o cartão de vacinação, a orientação é para procurar o posto de saúde onde normalmente recebe as vacinas para resgatar o histórico de vacinação e fazer a segunda via.

Eliana Teixeira