Usuários reclamam de terminal improvisado na Pauliceia

terminal Terminal improvisado para atender usuários: obras. ( Foto: Claudinho Coradini / JP)

Cinco dias após o início das obras de reconstrução do TPA (Terminal Pauliceia) Pedro José Silveira Lara, usuários do transporte público em Piracicaba reclamam da falta de estrutura e atrasos nas linhas. Passageiros ouvidos pela Jornal de Piracicaba reclamaram de falta de assentos e que a cobertura do ponto improvisado não protege da chuva. Por conta das obras, os passageiros apontam atrasos de 15 minutos em algumas linhas. Em nota, a Prefeitura de Piracicaba reconhece que a estrutura não é perfeita e prometeu manter diálogo com a Concivi – empresa responsável pela obra – a fim de que a reforma seja concluída o mais rápido possível. A previsão é de que o terminal seja reconstruído em um ano.

A diarista Joana Maria Rosa, moradora na Vila Cristina, disse que será difícil enfrentar os problemas no TPS ao longo de um ano. Ela disse que a estrutura não é suficiente para a quantidade de passageiros que usam o sistema diariamente. “Quando chove a gente se molha, desce um volume muito grande de água, sem contar que não tem onde sentar para esperar o ônibus”, contou. Joana disse que desde a mudança para o terminal improvisado, os ônibus têm atrasado até 20 minutos. No momento da entrevista, ela aguardava o ônibus que deveria seguir para o bairro às 15h35 e às 15h50 ainda não havia passado.

O atendente de restaurante Lucas Henrique, que mora no Itapuã, disse que tem enfrentado atrasos diários de 15 minutos em média, na linha do bairro. Ele também apontou problemas na estrutura do terminal. “Complicado ficar um ano desse jeito”, resumiu.

A assessoria de imprensa da prefeitura informou que, por se tratar de uma obra de reconstrução total, é impossível manter a circulação de pessoas no local. Dessa maneira, após análises, foi escolhida a área na rua Pedro Zanulardo Zanin para servir como ponto para o terminal provisório. Entre as vantagens desse local, está a proximidade com o terminal, o que afeta minimamente a rotina dos usuários do transporte coletivo. Outro motivo da escolha foi que no quarteirão há apenas uma residência. A estrutura montada para atender os usuários possui containers para abrigar bilheteria, banheiros feminino e masculino, posto da Guarda Civil, além de catracas para registrar a entrada e a saída dos passageiros. Abrigos para proteção dos usuários estão instalados em todo o quarteirão da Pedro Zanin.

A assessoria de imprensa da Via Ágil – empresa que explora o transporte público em Piracicaba – informou que o espaço físico é insuficiente para a quantidade de linhas Segundo o setor, quando um ônibnus chega ao terminal e não encontra espaço para estacionar, é preciso dar uma volta até a liberação da vaga, por isso o atraso citado pelos usuários.

(Beto Silva)