Vacina para previnir

De novo, a febre amarela é assunto de editorial do Jornal de Piracicaba. Afinal, saúde é um dos temas que mais preocupa a população, ainda mais diante da confirmação da primeira morte de habitante do município com a doença. A novidade é que a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo estuda antecipar a vacinação contra a doença com doses fracionadas, como já ocorre em 53 municípios e na grande São Paulo. 
 
As doses fracionadas garantem imunidade por oito anos. Até agora, em Piracicaba, os moradores recebem apenas doses inteiras, que imunizam os pacientes pela vida toda.
 
Por enquanto, não há informações sobre o início da imunização, mas tudo indica que deve provocar correria aos postos de saúde, por causa do temor que o falecido tenha contraído o vírus no município. Até agora não há informações precisas se a vacinação será em massa ou apenas em grupos de risco, como pessoas da área rural, entre outros. É bom lembrar que Piracicaba ainda não foi incluída na área de risco.
 
Por ocasião do anúncio da primeira morte, em 28 de fevereiro, a Secretaria de Saúde do município justificou que não havia necessidade de pânico. A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica Estadual, Regiane de Paula, informou ao repórter Felipe Poleti, na edição de hoje, que a medida é preventiva, por causa do surto da febre amarela no Estado, e que havia uma agenda para vacinação começando pelas cidades consideradas de risco para a doença. Segundo Regina, a morte registrada em Piracicaba foi um caso atípico.
 
Ainda segundo Regina, a investigação do local da provável infecção ainda está em andamento. Ela confirmou que a vítima havia passado por muitos lugares, inclusive por locais de mata. Até agora, foram realizadas ações de bloqueios, controle de vetor e de criadouro na região do Chácaras Nazareth 2, onde a vítima morava, inclusive em um pesqueiro. A vítima, de 31 anos, teve os sintomas da doença no dia 23 de janeiro e morreu dois dias depois, dia 25.
 
Diante deste cenário preocupante, a boa notícia é que não houve registro de mais caso suspeito de morte na cidade. Até 28 de fevereiro foram aplicadas 18 mil vacinas contra a doença.
 
De novo, o apelo que se faz às secretarias de saúde — municipal e estadual — é que as investigações sejam aceleradas para comprovar se a vítima contraiu ou não a doença no município. Só assim a população poderá respirar aliviada. (Claudete Campos)