Vai construir a piscina dos sonhos?

A segurança da piscina é essencial para os moradores, visitante e principalmente as crianças (Foto: Claudinho Coradini/JP) A segurança da piscina é essencial para os moradores, visitante e principalmente as crianças (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Ter uma piscina em casa é o desejo de grande parte das pessoas, porém são necessários cuidados para que elas estejam sempre próprias para banho, e também para evitar acidentes.

Segundo a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), cerca de 16 mortes diárias ocorrem por conta de afogamentos no país. As piscinas foram responsáveis por 1,6% de todos os casos de morte por afogamento nos últimos anos, mas representam 52% dos casos que envolvem crianças entre um e nove anos, sendo a segunda causa de óbito mais comum até os quatro anos de idade.

Um dos grandes fatores que podem contribuir para esses números alarmantes é a sucção por ralos e dispositivos de aspiração, principalmente em piscinas antigas, que acometem até mesmo quem sabe nadar bem.

Pensando em diminuir o número de acidentes, a Comissão Especial da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) formulou a norma NBR 10.339, que fixa as condições e os critérios pelos quais devem ser projetados e construídos os sistemas de recirculação e tratamento de água para atender as exigências de higiene, segurança e conforto dos usuários.

A norma vigora desde 19 de setembro de 2018 e cabe ao Corpo de Bombeiros a fiscalização. A punição vem em forma de advertências e multas, além de interdição da piscina caso o problema não seja resolvido.

RALOS

André de Oliveira, consultor técnico da Comercial Hidráulica Piracicaba, dá dicas para quem quer se manter por dentro da nova legislação. “Para novas construções, a regra é a instalação de ao menos dois ralos, com distanciamento mínimo entre os dois de 1,5 metro, além de balanceamento hidráulico”, explica. “Já para as piscinas antigas, que contém apenas um ralo, a nova obrigação é a instalação de tampas anti-aprisionamento, que devem estar também nos novos projetos”.

Para garantir ainda mais segurança, interruptores de emergência devem ser instalados próximos às piscinas, pois permitem, quando acionados, que o sistema de bombeamento da piscina seja desligado.

Já para as piscinas de clubes e condomínios, as regras são mais extensas. “Nas piscinas coletivas, além do cuidado com os ralos, é obrigatória a sinalização da profundidade na borda da piscina entre outras determinações”, afirma Oliveira.

DICAS DE SEGURANÇA

O cuidado com as crianças é preocupação constante dos pais, então é sempre bom lembrar de algumas que ajudam a evitar os acidentes mais comuns.

1. Nunca deixe a criança sozinha: Mesmo que seja rapidinho, ou que a criança esteja de boia, ou que esteja com outras crianças… Os acidentes acontecem de forma repentina e quando menos se espera.

2. A estrutura: É sempre importante atentar para a qualidade da estrutura da piscina. Azulejos soltos e pisos escorregadios merecem atenção. Em casa, mantenha a piscina cercada por muros ou grades de cerca de 1,20 metro de altura, além de tampada com lona firme, que aguente o peso de uma pessoa ao cair.

3. Boias: Elas ajudam e devem ser utilizadas, mas sempre com supervisão. As boias de braço, por exemplo, podem permitir que a criança se incline com o rosto na água, então os pais devem estar de olho.

Mariana Requena