Venda de carros novos cresce 15,12% na cidade em outubro

veículos Veículos de passeio tiveram aumento de 9% nas vendas. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

A venda de veículos novos em Piracicaba cresceu 15,12% em outubro, com relação ao mês anterior, conforme dados da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição Veículos Automotores), divulgados na semana passada. No período, foram emplacados 944 automóveis, motos, comerciais leves, caminhões e ônibus, contra 820 em setembro. De acordo com a associação, o acumulado anual chegou a 8.009 unidades novas. Já na venda de veículos de passeio, o aumento foi de 9% de um mês para o outro, sendo que foram vendidos, em média, 30 carros 0km por dia na cidade. Em outubro, foram emplacados 656 carros na cidade ante 602 em setembro. No acumulado do ano, foram emplacados até o momento, 5.426 automóveis em Piracicaba.

Ainda de acordo com os dados da Fenabrave, o Creta e o HB20, fabricados pela Hyundai, ocupam respectivamente o segundo e terceiro lugar no ranking dos carros mais vendidos no Estado de São Paulo. Para o gerente de relações públicas da montadora sul-coreana com sede em Piracicaba, Maurício Jordão, os dois modelos caíram no gosto dos brasileiros e representam grande parte da produção anual da multinacional que deve fechar o ano com 190 mil unidades produzidas na planta em Piracicaba. Em outubro, em todo o Estado, foram vendidas 873 unidades do SUV e outras 840 do hatch. os dois modelos perderam para o Onix da GM, que totalizou 1.469 vendas no período.

ROTA 2030 — Na semana passada, o setor automobilístico nacional ganhou fôlego novo com a aprovação, pelo Senado Federal, da MP (Medida Provisória) que cria o Rota 2030, programa de incentivo às montadoras para investimentos em pesquisa e desenvolvimento. No mesmo dia, o decreto regulamentando a medida foi assinado pelo presidente Michel Temer (PMDB). A MP era esperada com expectativa pelo setor, que contava com a assinatura durante o 30º Salão Internacional do Automóvel que ocorre em São Paulo até domingo (18), conforme destacou Maurício Jordão. Segundo ele, o Rota 2030 vai ditar as regras do mercado para a próxima década. “Hoje operamos sem regime, você não sabe se tem isenção se trouxer um carro elétrico, uma máquina nova ou se empregar mais gente”, disse em entrevista ao Jornal de Piracicaba, publicada no último domingo.

O programa terá validade por 15 anos, com revisões a cada cinco. Carros importados terão de atender às metas, mas desapareceu a cobrança extra de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Entre as principais medidas, o Rota prevê o abatimento no Imposto de Renda devido ou na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido de 10% a 12% do valor investido pelas empresas em pesquisa e desenvolvimento.

(Beto Silva)