Vendas de fim de ano crescem 6,1%, diz CDL

Nova enquete divulgada esta semana pela CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Piracicaba mostra que o crescimento nas vendas de fim de ano superou as expectativas e atingiu 6,1%, comparado ao mesmo período de 2016. Segundo a entidade, a expectativa era alta de 5,2% nas vendas, em relação ao total consolidado do ano passado, que obteve aumento de 2,3% em comparação com 2015.
 
De acordo com Reinaldo Pousa, presidente da CDL Piracicaba, ao todo, foram entrevistados lojistas nos bairros Centro, Vila Rezende, Vila Independência, Paulista, Pauliceia, Piracicamirim, São Dimas, Santa Terezinha, Vila Sonia e Dois Córregos. “Este número pode ser comemorado já que a nossa confederação, a CNDL, mostrou que o país registrou crescimento de 5,6%, ou seja, ficamos com números melhores se comparados aos nacionais”, destacou.
 
Conforme Pousa, os principais segmentos que puxaram o crescimento foram os setores de confecção, calçado, eletrodomésticos e eletrônicos. “O lojista melhorou suas vendas ao longo de 2017, ou seja, ele começou a deixar de perder como vinha acontecendo desde 2015, quando encerramos o período com queda de 5% nas vendas. Com os resultados de 2016, com alta de 4%, e o de 2017, é possível afirmar que o setor já se recuperou da crise.”
 
Para o presidente da CDL, se a economia manter-se dentro da expectativa, com crescimento de até 3% do PIB (Produto Interno Bruto), o comércio deve ficar cada vez mais forte. “Vemos 2018 como um ano muito promissor. O único fator que pode fazer todo este nosso otimismo virar apreensão é se algum novo grande escândalo político aconteça, do contrário, o ano tem tudo para dar certo”, informou.
 
CONTRAPONTO — Apesar do otimismo da CDL, recente levantamento feito em 12 capitais pelo SCP Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) mostra que 48% dos consumidores consultados pretendem reduzir os gastos no começo de ano. O principal motivo é o nível elevado de preços, justificado por 24% dos entrevistados.
 
Outra razão apontada foi o desemprego (18%) e o mesmo percentual argumentou ter apenas interesse em economizar. Para 16%, essa é uma maneira de enfrentar o endividamento e a situação financeira difícil. “A pesquisa mostra que quatro em cada dez consumidores estavam com as contas em atraso no fim de 2017, o que equivale a 38% dos casos analisados e 45% declararam que estão no limite dos ganhos”, informa a CNDL.
 
O levantamento foi feito em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Belém, Goiânia e Manaus.