Vereador homenageia advogado por luta contra o racismo

Vereador Paulo Campos (PSD) homenageou o advogado João Almeida (Crédito: Fabrice Desmont)

O trabalho na luta contra o racismo, exercido pelo advogado João Almeida, teve reconhecimento em ato solene, na noite de segunda-feira (10). O vereador Paulo Campos (PSD) homenageou o advogado atuante há mais de três décadas em Piracicaba, com voto de congratulações. Paulo Campos justificou sua homenagem pelo fato de Almeida ter sido o primeiro advogado no Brasil a vencer um processo contra o ato de racismo, ainda pela Lei Afonso Arinos. A entrega ocorreu na Sala da Presidência da Câmara de Vereadores de Piracicaba. “Ele tem um trabalho exemplar no combate à discriminação racial. É um advogado combativo e eu comungo do mesmo sentimento dele, de que todos são iguais perante à lei, mas nem todas têm as mesmas oportunidades. Ainda há discriminação racial e falar que não existe é demagogia. Como afrodescendente e também advogado, me sinto honrado em ter outorgado essa homenagem”, destacou o vereador.

Durante a homenagem, o advogado pontuou a discriminação racial existente no País e a importância de todos os setores da sociedade, com destaque para a administração pública, valorizarem profissionais negros em atividades de liderança e gestão. Bacharel pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), advogado cível Almeida destacou que a população negra ainda sofre preconceito e que medidas como a política de cotas são importantes para que as oportunidades de estudo e trabalho sejam mais eficazes. “O que buscamos é usufruir da liberdade plena, com os nossos direitos assegurados como cidadãos brasileiros”, afirmou.

No texto do requerimento, o vereador detalha que, embora o Brasil tenha conferido conquistas à população negra, a maioria ainda sofre com o racismo e situações de discriminação. Almeida agradeceu a Câmara e ao vereador Paulo Campos pela homenagem e destacou a importância de que os negros sejam respeitados. “Eu entendo que homenagem promovida pelo vereador foi oportuna, neste momento de transição política que o País vive, com evidente manifestação discriminatória conservadora. No que me diz respeito, eu apenas atuei em um processo judicial que demonstrou que a Justiça é o meio adequado para combater os atos discriminatórios”, enfatizou.

(Eliana Teixeira)