Vereador quer o fim dos canudos plásticos em Piracicaba

venda Ele protocolou projeto de lei complementar proibindo a distribuição e venda do material. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O vereador Marcos Abdala, do PRB, quer o fim do uso dos canudos plásticos nos estabelecimentos comerciais de Piracicaba. Para isso, o parlamentar protocolou anteontem na Casa, projeto de lei complementar proibindo a distribuição e venda do material no município. De acordo com a matéria, fica autorizado o uso de canudos produzidos por papel reciclável e de material comestível ou biodegradável. Segundo o autor, uma vez aprovada, a lei prevê multa, porém o valor ainda será definido.

Abdala falou que decidiu apresentar o projeto em complemento à lei municipal que obriga os estabelecimentos comerciais a envazarem os canudos plásticos oferecidos aos clientes. “Como a lei prevê que os canudos sejam embalados, eu decidi complementar com o fim dos canudos”, afirmou. Segundo o autor, ele fez uma pesquisa e verificou que a unidade do canudo tem um custo de R$ 0,01 ao comerciante, enquanto as opções apresentadas na lei variam de R$ 0,03 a R$ 0,05 a unidade. “É o preço que temos de pagar para melhorar o meio ambiente”, ponderou acrescentando que tem se empenhado em apresentar projetos voltados para questões ambientais. “Apresentei o projeto que proíbe a queima de fogos de artifício com estampido na cidade”, acrescentou.

A aprovação de lei idêntica em outros Estados, como o Rio de Janeiro, e algumas cidades paulistas serviu de incentivo para Abdala apresentar a proposta. Segundo ele, 95% do lixo depositado nos mares e rios são formados por plásticos. “Em Piracicaba são cerca de 400 mil pessoas, no Brasil são 120 milhões de habitantes, imagine se cada uma dessas pessoas usar um canudo plástico por dia?”

CONSCIENTIZAÇÃO — O vereador acredita na aprovação da matéria e, apesar de estar próximo do recesso parlamentar (a partir do próximo dia 21), ele disse que decidiu apresentar a proposta para que a população e os comerciantes comecem a se conscientizar. “Peço aos comerciantes que não estoquem canudos e que a população não consuma o material”, afirmou.

(Beto Silva)