Vereadores cobram instalação de comitê de crise do Semae

Audiência foi marcada por duras críticas a falta de água (Foto: Claudinho Coradini/JP) Audiência foi marcada por duras críticas a falta de água (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Os vereadores participantes da audiência pública do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) de Piracicaba cobraram do presidente, José Rubens Françoso, a instalação de um comitê de crise na autarquia. A constatação dos parlamentares é que, diferente das explicações que buscam enquadrar as diversas reclamações como “problemas pontuais”, há uma situação generalizada no município e, muitas vezes, a população tem dificuldade em resolver as pendências com segurança e agilidade por parte da autarquia.

A audiência pública realizada anteontem durou três horas e começou com polêmica. A deputada Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel (PT), deixou o prédio sem participar. Ela fez duras críticas à condução dos trabalhos da audiência e falou que foi desrespeitada. Antes, o vereador Laércio Trevisan Jr. (PR) também deixou o plenário por não concordar com a dinâmica proposta pela mesa.

Françoso foi questionado sobre a constante falta de água na cidade e os recorrentes problemas com variações em contas entre um mês e outro. “Fica aqui a importância de criar este comitê de crise, fundamental para dar respostas à população e para que possamos dar celeridade a essa questão”, avalia o vereador André Bandeira (PSDB), que presidiu a audiência pública. Apresentada pelo vereador Marcos Abdala (PRB), a proposta é que as reclamações referentes, principalmente, a erros nas contas sejam tratadas de maneira específica, em sistema paralelo ao atendimento cotidiano feito pela autarquia.

Ele disse ao presidente que, quando a população liga nos canais de atendimento da autarquia, fica vários minutos esperando e não conseguem uma resposta. “Por isso, a necessidade de um comitê”, enfatizou.

20 RECLAMAÇÕES

O vereador Paulo Campos (PSD) disse que tem recebido em média entre 20 a 25 reclamações ao dia de consumidores descontentes com a conta d´água. “Há casos de pessoas que pagavam R$ 80,00 e receberam conta de R$ 400,00”, contou.

Para Campos, a audiência pública pouco acrescentou de esclarecimentos. “Inconclusiva, muitas perguntas apresentadas que não foram respondidas a contento”, afirmou.

Já entre a população, foram apresentadas perguntas a respeito do tratamento de esgoto, variação e critérios para cobranças de acordo com metros cúbicos e critérios para realização de serviços dentro das residências.

Beto Silva