Vereadores criticam eleições do Conselho Tutelar

Lair Braga (SD) chegou a sugerir acionar o Ministério Público para rever o processo na eleição dos conselheiros. (Foto: Fabrice Desmonts)

A eleição dos conselheiros tutelares de Piracicaba foi um dos assuntos abordados pelos vereadores durante a sessão de anteontem da Câmara dos Vereadores. Alguns parlamentares ocuparam a tribuna para contestar a morosidade do processo eleitoral que resultou na eleição do novo Conselho Tutelar, em pleito eleitoral ocorrido no último domingo (6).

De acordo com os dados da Smads (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social) 3.156 eleitores votaram e 19 votos foram anulados.

O vereador Laércio Trevisan Jr. (PL) foi o primeiro a abordar a questão na Câmara. Ele pontuou o seu descontentamento com o processo eleitoral para a composição dos novos conselheiros em Piracicaba, onde a Câmara de Vereadores nem ao menos foi comunicada.

Os problemas ocorridos em Piracicaba, principalmente na demora para votação e a exigência do título de eleitor em detrimento a outros documentos, além de outras observações de ordem políticas também foram apontados pelos vereadores. O vereador Lair Braga (SD), chegou a sugerir o acionamento do Ministério Público para rever o processo na eleição dos conselheiros em Piracicaba.

O presidente da Câmara, Gilmar Rotta (MDB) informou que em nenhum momento chegou informações sobre o processo eleitoral na Casa de Leis.

Procurada para comentar as críticas dos parlamentares, a Smads informou, por meio de nota que avaliou conjuntamente no dia da eleição, ao final dos trabalhos, que o público superou as expectativas e que se as urnas eletrônicas fossem usadas o processo teria sito mais fluido.

“Ocorre que o município não tem o número de eleitores considerado mínimo para que elas (urnas) fossem usadas, informações que o CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) recebeu quando da solicitação de uso”, informou. Na nota, a secretaria informou que acredita que para as próximas eleições sejam mais rápidas, o envolvimento dos diferentes órgãos da gestão pública e dos três poderes possam contribuir. “O processo todo é organizado, conforme artigo 123, da lei municipal 6246/08, pelo CMDCA, com fiscalização do Ministério Público, e suporte da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social”, informou.

O presidente do CMDCA. Roger Nascimento, foi procurado ontem para comentar o assunto mas não retornou às ligações.

Beto Silva
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