Vereadores votam abertura de CPI da Semae na segunda-feira

A Câmara de Vereadores de Piracicaba votará na segunda-feira (11), durante a 3ª reunião ordinária deste ano, o requerimento 92/2019, o qual solicita a abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar eventuais irregularidades na gestão do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto). A propositura é assinada por 11 parlamentares.

O assunto tem sido a tônica dos debates no Legislativo piracicabano. Na 1ª reunião ordinária de 2019, na segunda-feira (4), o representante comercial Edvaldo Brito ocupou a tribuna popular da Casa de Leis apontando o problema da falta de água e do valor da tarifa, que teve anunciado o reajuste de 4,96%.

“A responsabilidade de tudo é do senhor Barjas Negri, o homem que coloca alguém para ficar responsável por ele, mas que, com toda a falta de água, com todo esse problema, não fez e não se manifestou para acompanhar o que estava acontecendo”, disse Brito, na ocasião.

Na 2ª reunião ordinária, quinta-feira (7), o presidente do Semae, José Rubens Françoso, esteve na Câmara e detalhou as explicações técnicas para a falta da água. Disse que nos últimos 38 dias, foram realizadas oito manutenções da rede, o que acaba exigindo a necessidade de interrupção do abastecimento em alguns locais.

“São acontecimentos que independem do Semae. Na manutenção preventiva, sempre tentamos avisar a população, para que ela se prepare”, informou o presidente da autarquia.

As críticas à constante falta de água são cada vez mais recorrentes na Câmara. Seja por requerimentos, ou por intervenções durante as reuniões ordinárias, os parlamentares cobram da Prefeitura de Piracicaba uma explicação sobre os casos, que estão disseminados pela cidade.

“No sábado passado estive com o presidente do Semae na região do bairro Novo Horizonte e a população mostrou a ele que pessoas que recebiam conta de 80, receberam de 550 reais. Isso é preocupante. É uma aberração. Assinei o requerimento da CPI do Semae porque algo de errado deve ter”, disse o vereador Paulo Campos (PSD), ao ocupar a tribuna da Casa na última quinta-feira (7).

Paulo Serra (PPS) defendeu a criação da CPI como forma de realizar investigação mais profunda. Ele informar que recebeu a conta de um cidadão no valor de R$ 946, sendo que, em dezembro, era de R$ 36.

Assinam o requerimento pedindo a CPI os vereadores Laércio Trevisan Jr. (PR), Ronaldo Moschini (PPS), Paulo Serra (PPS), Aldisa Marques, o Paraná (PPS), Lair Braga (SD), Adriana Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana (PPS), Paulo Campos (PSD), Wagner Oliveira (PHS), Dirceu Alves (SD), Ary Pedroso Jr. (SD) e Matheus Erler (PTB).