Veterinários alertam sobre envenenamento de pets

Andar com o cachorro pela rua talvez pareça uma atividade sem riscos, afinal, o contato direto com a natureza e
o simples ato de o levar para fazer necessidades fisiológicas ou até mesmo para a socialização com outros animais podem ajudar a prolongar sua vida. Mas alguém já parou para pensar nos riscos que os passeios sem monitoramento podem ocasionar? Após receber por WhatsApp a informação de casos sobre envenenamentos com os animais na
cidade, a reportagem do JP foi atrás de informações para alertar a população.
 
Em uma mesma semana, no Hospital Veterinário Dr. Jacob, foram recebidos três casos de intoxicação alimentar com cães adultos. O veterinário e cirurgião da clínica, Pedro Justolim, 32, comentou que dois dos três casos conseguiram
se salvar, por mais que um tenha ficado em um respirador por cerca de 10 horas se recuperando. “O outro caso
veio para nós quando o animal já estava com convulsão, após ter cheirado algo em um mato, enquanto passeava.
Infelizmente, ele não conseguiu sobreviver, devido à calamidade da situação em que já estava antes de chegar na clínica”, contou.
 
De acordo com o veterinário, o alerta vale para quem tem um animal de estimação, mas também para quem não possui e age por conta própria, sem saber que pode prejudicar os animais. “Muitas pessoas agem com  irresponsabilidade e realizam um controle inadequado dos roedores, colocando venenos nos terrenos baldios, praças
públicas e gramas nas calçadas alheias”, disse Pedro. O veterinário também alertou para as pessoas que levam seus animais para passear e acabam os tirando da coleira para que possam fazer suas necessidades ou mesmo passear sozinhos. “Esse tipo de ação pode acarretar em más consequências, uma vez que ninguém sabe o que eles estão
cheirando, no que eles estão pisando e comendo, além do risco de atropelamento, fuga e brigas com outros animais”, continuou Pedro.
 
Paola Bairini, que é voluntária do grupo Gatos de Rua, comentou que o caso também ocorre muito em doações.  Ficamos muito tristes, pois é muito comum as pessoas nos procurarem depois que perderam seu animal envenenado, isso porque nós sempre recomendamos que não os deixem andar sozinhos na rua”. Paola ainda contou que o caso
também já aconteceu com ela. “Na minha própria casa, quando eu ainda não havia telado, jogaram veneno no meu portão e muitos gatos acabaram se envenenando. Consegui salvar quase todos, apenas uma gata não conseguiu
sobreviver por causa da gravidade do veneno. É um assunto muito preocupante e requer muito cuidado”, recomendou
Paola.
 
Chumbinho e mata-mato estão entre os venenos que mais afetam esses animais. “Muitas vezes as pessoas não
agem por maldade, mas infelizmente é difícil colocar na cabeça do ser humano esses tipos de alertas, então devemos
começar por nós mesmos”, recomendou a veterinária da Clínica Ducão, Sandra Ortiz. Segundo a veterinária, os gatos são os mais afetados nessas circunstâncias, porém o cão, nas ‘voltinhas’ rotineiras, continuam sendo os que ficam em estágio mais crítico e fatal.