Vida em Condomínio: Ações para cobrança de condomínio dobram no Estado de São Paulo

Em todo o Estado de São Paulo dobrou o número de ações judiciais para cobrar a taxa de condomínio. Somente na capital paulista, em janeiro deste ano, o número de ações movidas contra os devedores teve 60% de aumento,  em relação ao mesmo período do ano passado, informou o Sindicond (Sindicato dos Condomínios do Estado de São Paulo). 
 
 “A legislação não impõe quantidade mínima de taxas atrasadas para acionar a Justiça. Portanto, a cobrança judicial pode ser feita após a primeira taxa não paga. O Poder Judiciário inclusive aceita incluir na ação as parcelas que forem vencendo no curso da ação (vincendas)”, explica o departamento jurídico do Sindicond.
 
Proprietária da Bevi Administradora de Condomínios, Maria Vilanir Braz de Freitas, informou que da carteira da administradora, cerca de 10 mil condôminos, há registro de 15% de inadimplência, bem acima da média anterior de 5%. Nesse caso, aciona o devedor depois de 60 dias.Nesse período,  procura o devedor para justificar o atraso e renegociar o pagamento da dívida, até mesmo para evitar acréscimos na taxa de condomínio. Quando o imóvel é alugado, é acionado o fiador.  “A impontualidade no pagamento prejudica os pagamentos com água, energia, funcionários e a manutenção do prédio”, disse Vilanir. 
 
A orientação do Sindicond é que o síndico seja ativo, que faça a cobrança extrajudicial ou terceirize a administração. Em seguida, deve adotar o protesto e encaminhar para advogado ingressar com a ação. “Quanto mais hábil o síndico, menos inadimplência”,informou o Sindicond. As principais causas são desemprego, dificuldades financeiras dos condôminos e  a falta de agilidade do síndico em fazer as cobranças extrajudiciais e judiciais, informou o Sindicond.  (Claudete Campos)