Vítima da febre amarela morava na Chácara Nazareth 2

A primeira vítima de febre amarela em Piracicaba morava no bairro Chácaras Nazareth 2. Trata-se de Joarez Bento, de 31 anos, conforme apurou a reportagem do JP. Ele chegou a ser atendido duas vezes na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Cristina antes de ser encaminhado à Santa Casa de Misericórdia, onde veio a óbito, em 25 de janeiro. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, não há novas suspeitas da doença na cidade em investigação junto ao Instituto Adolfo Lutz.
 
Apesar de a Secretaria não dar informações sobre o paciente, a identidade acabou sendo revelada pelo vereador Wagner Oliveira, o Wagnão (PHS), na última quinta-feira (1º), durante reunião na Câmara. “Como vereador, vou cobrar da prefeitura para que os médicos do SUS tenham uma atenção ou carinho maior quando uma pessoa for atendida e tiver os sintomas da febre amarela”, disse.
 
O irmão de Joarez, Nilson Bento, 43, conversou com o JP e afirmou que a família passa por um momento difícil, porém segue preocupada com a situação. “Já conversamos com a Vigilância Epidemiológica, que nos disse das ações de bloqueio na região. Sobre o atendimento na UPA, não dá para reclamar, ele foi bem atendido, medicado e liberado. Ele chegou a ficar bom, porém, dias depois, voltou a ter os sintomas com mais intensidade, motivo que o encaminharam a Santa Casa, pois apresentava sintomas de leptospirose, dengue, febre amarela e febre maculosa. Infelizmente, morreu um dia depois”, relatou.
 
Nilson disse que o irmão sempre estava rodeado de amigos. “Ele não era muito de viajar ou ir a matas, sempre circulava pelo bairro. Apesar disso, tinha costume de ir a um pesqueiro no bairro Nova Suíça com a namorada e, uns dias antes de ficar doente, eles foram lá para se divertir”, completou.
 
CIDADE — Segundo a prefeitura, Piracicaba ainda não está entre as áreas de risco e o protocolo a ser seguido permanece o mesmo. “De janeiro até 28 de fevereiro, foram aplicadas 18.005 doses de vacina contra a febre amarela. Com o registro da morte, houve aumento na procura pela vacina, mas nada comparado ao início do ano. O abastecimento das unidades está normal, porém, na quarta-feira (1º), devido à grande demanda, a UBS da Vila Rezende ficou sem a vacina, mas já foi resposta e os interessados vacinados. Caso falte em uma ou outra, a reposição será feita o mais rápido possível pela Vigilância Epidemiológica.”