Voluntárias fazem ‘vaquinha’para levar crianças ao cinema

cinema Serão 30 crianças da Casa do Bom Menino. (Fotos: Amanda Vieira/JP)

bom menino

O grupo de voluntárias da terapeuta Maria Inez Grimaldi organizou uma campanha para levar 30 crianças e adolescentes da Casa do Bom Menino ao cinema. Trata-se do projeto Vakinha Cinema nas Férias, que pode ser acessado por quem deseja contribuir pelo link: https://bit.ly/2Swj5tr. Maria Inez destaca que é preciso arrecadar os valores do ingresso e uma pipoca com refrigerante para cada acolhido, calculados em R$ 1.150, objetivo estipulado no site Vakinha. A campanha começou anteontem (3) e, até a tarde de ontem (4), já tinha arrecadado R$ 1.105.
“A instituição tem cerca de 100 crianças de zero a 18 anos de idade. As que vamos levar ao cinema têm a partir de 6 anos. A vaquinha se encerra no site no dia 5 de janeiro e já acertamos com o cinema o valor para 30 crianças. Se conseguirmos ultrapassar a meta, vamos agendar para levar mais crianças, posteriormente”, comenta Maria Inez.

A intenção de levar as crianças ao cinema foi despertada pelo trabalho voluntário que Maria Inez realiza na Casa do Bom Menino.  Segundo Maria Inez, o repasse pelo site leva em média 15 dias para ser feito diretamente à conta bancária da Casa do Bom Menino. “E a instituição fará o pagamento para o cinema, que vai liberar os voucher. As crianças serão acompanhas por quatro monitores e vamos registrar tudo isso, como forma de prestação de contas. O transporte das crianças será feito pela Casa do Bom Menino, que tem convênio com a prefeitura”, detalha.
Maria Inez e as demais organizadoras, a técnica de laboratório Debora Grandino, a analista de custos Karine Rodrigues e Suellen Camolesi, administradora de empresas, pretendem acompanhar durante o passeio. “Como nós temos atividades profissionais, além de sermos voluntárias, ainda não sabemos se vamos poder ir, mas gostaríamos muito de participar desse momento”, conta Suellen Camolesi.

Proporcionar o cinema para os acolhidos da Casa do Bom Menino, relata Suellen, surgiu após o levantamento feito por ela e pelas outras voluntárias sobre as necessidades das crianças da entidade. De acordo com Suellen, o levantamento mostrou que a necessidade não está relacionada à falta roupas ou brinquedos, mas convivência. “Percebemos que a vivência familiar dessas crianças é muito restrita. Tem criança que nunca comeu um lanche no shopping. Nossa intenção, em 2019, é realizarmos um projeto maior, levá-las à praia”, adianta.

(Eliana Teixeira)