Voluntários garantem ceia de Natal a 300 moradores rua

ceia Ceia é oferecida há 16 anos pelos voluntários da Igreja Católica. ( Foto: Beto Silva/JP)

O trabalho voluntário realizado por membros do grupo Obra de Maria, da paróquia Nossa Senhora Aparecida, garantiu um Natal diferente para cerca de 300 moradores de rua de Piracicaba. Na noite da última quarta-feira, homens, mulheres e crianças participaram da ceia que há 16 anos é oferecida pelos católicos. Além do jantar, houve entrega de brinquedos às crianças, que puderam vivenciar todas as etapas da festa natalina, recebendo os presentes das mãos do Papai Noel e suas assistentes.

O trabalho do grupo, no entanto, não se resume à noite de quarta-feira. Durante todo o ano, de segunda à sexta-feira, o grupo faz a entrega de 160 marmitex às pessoas que não têm residência e buscam o sustento nas ruas da cidade. Segundo a fundadora e coordenadora do Obra de Maria, Maria José Rodrigues Berto, essas refeições são o único alimento recebidos pelos moradores de rua.
“Na verdade a comida é só um pretexto para nos aproximarmos dessas pessoas, não basta apenas querermos ajudá-los sem oferecer nada em troca, durante a entrega dos alimentos dizemos que ali (na rua) não é lugar para eles”, contou a voluntária acrescentando que nas abordagens é feito a indicação para tratamento médico no caso de dependentes químicos e alcoólicos e também a evangelização. Segundo ela, por ano, é possível conseguir a internação de nove a 12 pessoas. As entregas ocorrem no pontos de concentração dessa população, entre eles, a praça Takaki na Paulista e na Vila Rezende.

Segundo Maria, há alguns dias havia uma médica de 33 anos entre os moradores de rua. “Ela veio de São Paulo e era viciada em crack, ela lembrava do CRM”, contou a voluntária citando a variedade de pessoas que vivem em situação de rua. “Quando você pergunta às crianças o que é mais importante para eles, a resposta é estarem junto da família”, contou a voluntária.

Para custear as despesas com a produção dos marmitex, Maria disse que conta com os recursos das vendas do bazar fixo na rua Santa Cruz e do bazar no teatro São José. Além dos alimentos, há os gastos com água, luz, gás e marmitex. Segundo Maria, no mês de novembro os gastos totalizaram R$ 2.840.

(Beto Silva)